23 de agosto de 2008

O jeitinho brasileiro

O brasileiro é realmente um indivíduo altruísta. Além de trabalhar todo ano até o mês de maio para arcar com a pesada carga tributária brasileira, financiar os gastos excessivos com o cartão corporativo, bancar as benesses dos nossos nobres políticos, contribuir com um dia inteiro de seu trabalho para o caixa dos sindicatos, dentre outras aberrações, deve ainda aceitar calado a manobra dos senadores, que desejam criar uma cota para a nomeação de parentes para o Legislativo. Essa manobra é aquele famoso jeitinho brasileiro de burlar a lei, de passar por cima da decisão do Supremo Tribunal Federal, que em cumprimento à Constituição Federal vetou a contratação de parentes até o terceiro grau.
Por um outro lado, o sempre feliz presidente brasileiro deverá vetar o projeto de lei que tramita no Congresso – caso seja aprovado – que garante às aposentadorias o mesmo reajuste dado ao salário mínimo. A desculpa esfarrapada é a de que o reajuste produziria um rombo no sistema previdenciário. A verdade é que os aposentados não representam votos nas eleições, portanto são uma espécie de peso morto. Só prestam mesmo para contrair empréstimos consignados e encher as burras das instituições financeiras.
É ou não é um escárnio com a população brasileira?

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