31 de julho de 2008

Olimpíada de Pequim

Considerada a maior Olimpíada de todos os tempos, a Olimpíada de Pequim impressiona não somente pela quantia gasta para bancar os jogos – 40 bilhões de dólares-, como também pelas arenas e estádios reformados ou especialmente construídos para o evento.
A China quer apresentar-se como uma potência mundial “politicamente correta”, embora algumas situações demonstrem que “não é bem assim que a banda toca”. A Internet, por exemplo, continua censurada. Censurada também está a boca dos chineses, já que eles receberam instruções para não saírem interrogando os visitantes.
Está proibido perguntar quanto ganha o turista ou qual a sua religião. Cuspir no chão, sair na rua de pijama ou sem camisa são atos que estão proibidos, pelo menos até o final dos jogos.
Mas, como sempre acontece em situações como estas, um elemento teima em não ceder às determinações governamentais. Um verdadeiro “espírito de porco” que não está nem aí para as proibições: a poluição. Em Xangai, a capital chinesa, os níveis de poluição estão alarmantes, apesar da transferência de pelo menos duzentas fábricas da capital para o interior.
De qualquer modo, vale a pena contemplar os verdadeiros monumentos que abrigarão os jogos, pois são lindíssimos. Capturei no site da uol, aqueles que mais me impressionaram e os coloquei em ordem de beleza e pujança, segundo a minha modesta opinião:

“Cubo D’Água” – Centro Aquático
É chamado de cubo d´água pelo seu formato e pela sua iluminação azul.
Cidade: Pequim
Modalidades: natação, nado sincronizado e salto ornamental.


“Cubo de Ouro” – Ginásio Olímpico de Basquetebol
É decorado com colunas de alumínio que refletem 80% dos raios de luz solar que incidem no recinto, produzindo um efeito luminoso que o faz parecer um cubo de ouro gigante.
Cidade: Pequim
Modalidade: basquetebol


“Coroa de Cristal” - Estádio Olímpico de Shenyang
O Estádio Olímpico de Shenyang se diferencia dos demais por possuir uma cobertura de vidro de 2 mil metros quadrados.
Cidade: Shenyang
Modalidade: futebol


“Gota D’Água” - Estádio Olímpico de Tianjin
É um estádio multiuso, cuja cobertura lembra uma gota d’água. Além de futebol, pode receber provas de atletismo e shows internacionais.
Cidade: Tianjin
Modalidade: futebol


“Ninho de Pássaro” – Estádio Olímpico
O Estádio Olímpico, mais conhecido como Ninho de Pássaro, é a principal sede das Olimpíadas de Pequim. O local será o palco das cerimônias de abertura e encerramento da competição.
Cidade: Pequim
Modalidades: atletismo e futebol


“Estádio para 80 mil pessoas” – Estádio de Xangai
Só perde em tamanho para o “Ninho de Pássaro”
Cidade – Xangai
Modalidade: futebol

No site da uol há outras informações e fotos dos demais estádios e arenas.
Vale a pena acessar:
Olimpíadas uol

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30 de julho de 2008

Eleições 2008

A dois meses das eleições municipais, começam a surgir discussões a respeito de qual seria a melhor estratégia a ser usada no momento da votação, visto que há um número enorme de candidatos que tentarão a reeleição ou o retorno à cena política, isto é, o continuísmo de tudo que estamos vivenciando na política nacional.
Alguns defendem o voto nulo como forma de mostrar aos nossos ilustres políticos de que o cidadão brasileiro está enojado da atuação dos mesmos. Seria o “voto protesto”.
Outros afirmam que a melhor estratégia seria votar naquele candidato que jamais concorreu a um cargo eletivo. Seria, então, um meio de se renovar a base da pirâmide da política brasileira.
Há ainda os que sugerem o voto útil, isto é, carimbar na urna o candidato que teria maiores chances de fazer frente a algum cacique de partido e/ou ao candidato que, se eleito, governaria segundo os interesses de determinados grupos.
Retirando-se da lista de opções os votos de fidelidade partidária e/ou os de afinidade individual, nota-se que os apartidários, como gostam de ser classificados aqueles que não possuem nenhuma preferência partidária, estão indecisos quanto a melhor opção nesse momento político.
As informações que pude apurar na web, já que no do TSE a dificuldade é enorme, dão conta que os votos nulos e brancos não são computados na contagem final, pois a apuração é feita a partir dos votos válidos, a não ser que os votos nulos e brancos ultrapassem 50% de todos os votos apurados e, mesmo assim, há inúmeras exigências para se anular uma eleição.
A AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) deu um passo à frente quanto à informar os eleitores sobre os candidatos de “ficha suja” – aqueles que já foram processados ou que respondem a algum tipo de processo. Vale a pena acessar o site da AMB e conferir a lista dos “sujinhos”.
Qualquer que seja a opção dos eleitores, é de fundamental importância que o voto seja consciente, embora eu concorde que a lista de candidatos para o pleito 2008 seja sofrível.

Para obter outras informações sobre as eleições municipais, sugiro uma visita ao site do G1:

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27 de julho de 2008

Crostoli

Quem me conhece sabe que sou um desastre na cozinha. Todos, aqui em casa, cozinham muito melhor do que eu. Mas, como hoje é domingo, resolvi arriscar-me a fazer “crostoli” - uma receita antiga esquecida no livro da nona.
O “crostoli” é um tipo de biscoito muito popular entre os italianos. É o “bolinho de chuva” da Itália.
É tradicionalmente servido nos jantares de Natal e Páscoa. Em Toscana, eles são servidos na terça-feira de carnaval, ou como é chamada localmente: Festa do Berlingaccio.
A receita desse saboroso biscoito encontra-se aqui.
Buon appetito!


Obs: a imagem foi pinçada do site istrianet.org

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26 de julho de 2008

Obesidade imitativa

O patrulhamento a que estão sendo submetidas as pessoas com IMC (Índice de Massa Corpórea) acima do ideal, já está ficando fora de controle. Depois que pesquisas “acusaram” os obesos de contribuírem para a alta dos preços dos alimentos (leia aqui), uma nova pesquisa sugere que conviver com pessoas gordas leva o indivíduo a se tornar gordo também.
E o contrário alguém já pesquisou?
Já pensaram como é que ficaria a indústria das dietas se fosse confirmada a tese de que a convivência com “magricelas” é uma ótima pedida, para se perder peso?
Entrei na ferramenta de busca do nosso amigo “Google” com a palavra “dieta” e apareceram nada a menos que 41200000 resultados. É muita oferta!
Brincadeiras à parte, o estudo de cientistas da Universidade de Warwick, Dartmouth College e Universidade de Leuven chamou o fenômeno de "obesidade imitativa".
"Muitas das pesquisas sobre obesidade, que destacaram o estilo de vida sedentário ou a biologia humana ou o fast-food, não prestaram atenção no ponto mais importante", afirmou Andrew Oswald, professor da Universidade de Warwick que participou do estudo.
"Se você está cercado de pessoas, sejam amigos ou na casa de seus familiares, que estão acima do peso, você está dividindo o mesmo ambiente onde há mais chances de haver abundância do tipo errado de alimentos", completou o médico David Haslam, diretor clínico do Fórum Nacional de Obesidade da Grã-Bretanha.
De qualquer modo, pesquisas como essas, podem levar à discriminação, como conseqüência da manipulação da opinião pública, principalmente, pela forma como as notícias são exploradas pela mídia. Sendo assim, o aconselhável é que os dados divulgados pelos cientistas sejam analisados apenas, e tão somente, em função da conscientização da importância de uma vida saudável.
Para maiores informações sobre a pesquisa, leia aqui.

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22 de julho de 2008

Bizarro ou curioso?

Uma amiga, que adora astrologia e esoterismo, já havia me alertado de que 2008 seria o ano das esquisitices pois, segundo ela, o signo regente deste ano é Áries.
Qual a influência desse signo no comportamento das pessoas eu realmente não sei, mas que há muita coisa bizarra acontecendo, não há dúvida.
Do site do G1, pincei pelo menos duas notícias que a meu ver são, no mínimo, curiosas: massagens feitas por cobras e peixes que ajudam a fazer pedicure.
E não é que o spa onde “trabalham” as cobras e o salão de beleza que “emprega” os peixes estão se saindo muito bem?
Os preços são “salgados”. Uma sessão com as cobras-massagistas sai por 300 shekels – o equivalente a R$ 140,00 - e o atendimento pelo peixe-pedicure custa US$ 35 por 15 minutos.
Pelo visto, a humanidade está cansada da “mesmice” de sempre.
O jeito, então, é inovar.

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19 de julho de 2008

Inverno carioca

A previsão do site “Tempo Agora” feita em meados de junho para a região Sudeste, pelo menos até o momento, está se confirmando:
(...)O inverno terá suas características normais para esta Região, que é de tempo mais seco e algumas ondas de frio.É muito freqüente a passagem das frentes frias pela faixa litorânea e a umidade fica restrita ao leste de São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto os outros Estados experimentam tempo extremamente seco com baixíssimos índices de umidade relativa do ar .Como vem acontecendo desde o outono, as ondas de frio continuam chegando e derrubam as temperaturas. No entanto, no decorrer dos dias, o frio intenso diminui e as temperaturas no período da tarde ficam mais agradáveis.(...)
Para mim está ótimo, mesmo porque detesto os dias muito frios. Sou daquelas pessoas que ficam deprimidas e mal humoradas ao primeiro sinal de queda de temperatura. Minha coluna vertebral, então, fica aborrecidíssima com a “friagem”.
Nessa época, enquanto as minhas amigas preparam um verdadeiro “arsenal de guerra”, entrando e saindo dos shopping centers atrás do vestuário adequado para a estação, eu me limito a procurar no armário antigos blusões e casacos, para recauchutá-los e usá-los novamente.
Às vezes, as novidades da moda outono-inverno me pegam desprevenida e eu acabo me convencendo de que aquele casaco, de excelente qualidade e que eu tanto gosto, não seria adequado nem para comprar pão na padaria da esquina às 6 horas da manhã - em função da moda do momento, obviamente - e ele retorna, devidamente embalado e muito a contragosto, para a parte de cima do meu armário, com a desculpa de que no próximo inverno ele será mais bem utilizado.
Neste ano aconteceu algo interessante e constrangedor. Depois de usar todas as peças, que meticulosamente separei para enfrentar o inverno carioca, me vi na obrigação moral de adquirir outras, para compor a minha indumentária. Acho que pelo fato de ter tomado essa decisão tarde demais, encontrei nas lojas somente blusas e casaquinhos listrados ou xadrezes:
- será que você não tem nenhuma blusa lisinha de cor neutra?, perguntei à vendedora.
- blusa lisinha está fora de moda, respondeu ela, com cara de poucos amigos.
Ainda bem que os blusões listrados e xadrezes, que adquiri este ano, poderão ser usados no verão 2009, como acabei de apurar num site de moda. A compra foi um ótimo investimento, afinal!
De qualquer modo, a cada ano e a cada nova estação, as roupas femininas têm sempre um toque diferente. Aposto que no próximo inverno o “must” da estação será a blusa de “pois”. É que, tradicionalmente, o “pois” vem sempre depois das listras e dos xadrezes.

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Excesso de qualificação

Eu juro que pensei que o “excesso de qualificação” fosse alvo de patrulhamento e despertasse a inveja nas pessoas somente em terras tupiniquins ou em sociedades tão atrasadas, iletradas e carentes de valores éticos sólidos quanto a nossa.
Não é que na maior democracia do mundo – os Estados Unidos – nada menos do que Michelle Obama, esposa do candidato americano à presidência da República, vem sofrendo com este tipo de “preconceito”? Pelo menos foi o que acabei de ler na revista Época online:
(...)O problema com Michelle, do ponto de vista conservador, parece ser aquilo que os especialistas em recursos humanos chamam de “excesso de qualificação”. “Na Casa Branca, Michelle poderia se envolver em qualquer coisa e em todas as coisas que quisesse”, escreveu o semanário Human Events.(...)
Ainda segundo a matéria de Época, Michelle está sendo patrulhada até na web, por sua personalidade forte e decidida. Além disso, sua cultura e a não preocupação com o uso de meias palavras sobre qualquer assunto, fizeram com que ela fosse taxada de arrogante e autoritária.
Ao que parece, pelo teor da matéria, não é o preconceito racial, tampouco o preconceito social que vêm despertando a ira dos oponentes à candidatura Obama, com relação à Michelle, mas o seu currículo invejável e a sua inteligência acima da média.
Se esses forem os verdadeiros motivos desse “bullying” velado, então parte da sociedade americana está nivelando “por baixo” as suas aspirações à permanência dos EUA como um país de primeiro mundo.
No Brasil, por sua vez, especialistas na área de recursos humanos afirmam que nem sempre um currículo recheado de especializações ou a larga experiência profissional são primordiais a uma carreira de sucesso, mas a habilidade de fazer concessões, de manter um excelente relacionamento com os seus superiores, de adaptar-se às diferentes situações ou de produzir um ótimo marketing pessoal.
Pelo visto, lá como cá, os comportamentos humanos estão mais próximos do primitivismo da idade da pedra do que se desejaria para os humanos em pleno século XXI - no terceiro milênio da era pós-jurássica.

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15 de julho de 2008

Reféns da violência

Não tem sido nada fácil conviver com a crescente onda de violência, que abala a cidade de Rio de Janeiro. Dias atrás, quando do assassinato de um jovem na porta de uma boate na zona sul da cidade, comentei indignada, aqui mesmo neste blog, como nós cariocas, estamos nos tornando reféns da falta de segurança.
Dias depois ao meu comentário, o menino José Roberto foi morto por policiais militares, que confundiram o carro de sua mãe com o de bandidos em fuga.
Na ocasião, autoridades cariocas se apressaram em justificar o caso, apontando para a incompetência e despreparo dos policiais militares, que alvejaram o carro em que estava o menino. Caso isolado, disseram alguns.
Acabo de ler no G1 que, na noite de ontem, policiais militares atiraram “num carro suspeito” e mataram o administrador de empresas do Infoglobo, que havia sido vítima de um seqüestro.
A justificativa das autoridades policiais do Rio de Janeiro, quando mais um assassinato em condições semelhantes ao do menino José Roberto ocorreu na cidade, é inconcebível:
"Só depois que o suspeito do Siena atirou contra a patrulha os policiais reagiram. Diferentemente do caso João Roberto, os policiais tiveram todo o cuidado. Não dispararam a esmo nem durante a perseguição. Nesse caso, houve oposição, os policiais foram alvejados. Nesses momentos, eles têm pouco tempo para refletir e a segurança é prioridade. A vida deles estava em jogo", disse o relações públicas da polícia militar.
Se tivessem tido o cuidado necessário, a ação mais lógica não seria atirar nos pneus do carro, para impossibilitar a fuga dos supostos bandidos?
Se a vida desses funcionários públicos está em jogo, o que se pode dizer da vida dos cidadãos, que pagam os seus salários para serem protegidos?
A segurança é prioridade para quem, cara pálida?
Teria sido melhor ficar de boca calada!
E o nosso governador, que tanto passeia, se fosse responsável já teria , no mínimo, mudado toda a cúpula da PM e exigido diretrizes eficientes para a segurança da população.
Diante de tantas mortes, a entidade “Rio de Paz” vem fazendo um alerta macabro em tom de denúncia: 4.000 pessoas morrerão vítimas da violência no Estado no segundo semestre.
"Nós estamos em um contexto de guerra no Estado do Rio de Janeiro”, disse Antonio Costa, presidente da entidade.
Ao que parece, os cidadãos somente são importantes para os nossos políticos na época das eleições, quando nos enchem de falsas promessas.
Já passou da hora da sociedade civil se mobilizar e exigir das autoridades do Estado do Rio de Janeiro mais responsabilidade e respeito com a vida dos cidadãos.

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13 de julho de 2008

Os três macaquinhos

Creio que não seja novidade para ninguém que nós humanos ou humanóides, como queira, estamos atolados até o pescoço no individualismo. O “eu” nunca esteve tão em alta. As pessoas não estão mais “enxergando” o outro.
Dias desses, numa dessas reuniões de equipe, pude constatar “in loco” essa minha premissa. As pessoas não aguardavam a sua vez de falar e quando com a palavra, iam aumentando o tom de voz, receosas de que, de repente, fossem interrompidas.
Talvez até eu mesma, que ando criticando a comunicação atual, tenha me excedido sem perceber.
A vida apressada,certamente, tem contribuído para esse estado de coisas. Dizem, até, que os jornais diminuíram o tamanho de seus textos, porque o cidadão não tem mais tempo, nem paciência de ler uma matéria muito longa.
A argumentação, que ao meu ver, é um dos momentos mais divinos de um diálogo, há muito, foi enterrada. E num discurso, hoje em dia, é a última palavra que fica e pronto. Ninguém mais tem paciência de fazer uma análise mais profunda ou detalhada sobre coisa alguma. É tudo muito superficial.
Veja o caso da “lei seca” - uma das mais rígidas do mundo-, que está em prática no país. O governo brasileiro nos impôs a lei “goela abaixo” e não percebo ninguém discordando dos excessos e constrangimentos das prisões, em decorrência do “teste do bafômetro”. Até um chocolate recheado com licor pode nos levar à cadeia, para averiguações. Mas a lei "se esqueceu" de que uma pessoa drogada pode fazer também um grande estrago. E não são poucos os viciados em drogas ilegais no Brasil.
Já com as crianças e adolescentes o governo brasileiro tem sido bastante condescendente. O ministro da saúde, por exemplo, anda empolgadíssimo com o seu novo projeto: a instalação de máquinas de distribuição de camisinhas nas escolas públicas.
Quer dizer, os adultos são uns irresponsáveis, porque bebem em excesso, mas crianças e adolescentes estão liberadas para praticarem sexo desde a mais tenra idade, com o aval do poder constituído. E se por um descuido, o jovem se esquecer de usar a camisinha , a moça, pode ainda, recorrer à pílula do dia seguinte.
A última novidade é que o governo brasileiro pretende limitar a publicidade na TV , com relação às refeições “fast-food”, isto é, os pais, por tabela, estão levando um tremendo “puxão de orelhas” por permitirem que seus filhos se alimentem inadequadamente. Estamos ou não estamos diante de um estado policial?
O pior, ainda está por vir: “preocupados” com a onda de e-mails falsos e spam nos correios eletrônicos, senadores aprovaram uma lei de censura na Internet.
Para finalizar, o jornal O Globo deste domingo estampa na primeira página a seguinte manchete: “ o governo brasileiro perdeu o controle sobre os grampos no país” .
A continuar esse estado policial, nós no tornaremos, muito em breve, num bando de delatores. Por enquanto, infelizmente, estamos agindo como os três macaquinhos chineses:
“Não falo, não vejo, não ouço”

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10 de julho de 2008

Acabou em pizza

A primeira frase que li hoje pela manhã, quando entrei no portal Terra foi: “Dia da Pizza”. Como estava ainda meio “sonada”, logo me perguntei: a notícia seria sobre o dossiê envolvendo os gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ou sobre a nebulosa venda da Varig? Será que um novo escândalo provocou a abertura de mais uma CPI?
As comissões parlamentares de inquérito, nos últimos anos, fizeram jogo de cena, analisaram um cem número de documentos, engavetaram outros, provocaram inquietude em muitos políticos, mas a maioria dos envolvidos nas investigações foi agraciada com a impunidade, o que se habitou a dizer que a investigação “acabou em pizza”.
A origem da frase “acabou em pizza” tem a ver com uma briga envolvendo uma disputa política no Palmeiras, na década de 60. Duas facções, que disputavam a presidência do clube, depois de muitas brigas e acusações mútuas, fizeram um acordo, beneficiando os dois lados. Os brigões, para comemorar a nova aliança, foram comemorar com uma suculenta pizza numa cantina italiana. No dia seguinte à turra as manchetes esportivas anunciaram: ”Briga no Palmeiras termina em pizza”.
O que vem acontecendo nas sucessivas CPIs não é muito diferente da situação ocorrida no Palmeiras: os parlamentares responsáveis pela condução do inquérito, muitas vezes, defendem os interesses dos investigados, o que resulta numa acomodação – leia-se acordo - com o objetivo de não ferir suscetibilidades e/ou escancarar fatos que deveriam ficar em segredo. Assim, quando uma CPI “não dá em nada” é um alívio para ambos os lados. A cara de pau é tão grande, que eu não duvido nem um pouco ,que em algum momento a comemoração pelo fim de uma CPI também seja numa cantina italiana.
Mas a notícia, que pensei ser sobre mais um escândalo envolvendo os nossos parlamentares, se referia a iguaria italiana tão apreciada pelos brasileiros, especialmente, pelos paulistanos: massa de farinha coberta por tomates, mussarela, presunto e outros ingredientes que a imaginação e a criatividade do pizzaiolo permitirem.
É isso mesmo: hoje comemora-se o "Dia da Pizza".
Bom apetite!

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6 de julho de 2008

Risco à soberania

Da Folha de São Paulo:
O ministro da justiça Tarso Genro anunciou para as próximas semanas um decreto que vai apertar o cerco a entidades nacionais e estrangeiras que atuam em áreas indígenas ou de proteção ambiental. O decreto, que terá como um dos focos a identificação da fonte de financiamento das ONGs, será o passo seguinte à portaria já publicada no “Diário Oficial”. A portaria definiu o prazo de 120 dias para que todas as ONGs estrangeiras com a atuação no Brasil façam o recadastramento obrigatório na Secretaria Nacional de Justiça. Além de buscar informações sobre a fonte de financiamento das ONGs nacionais e estrangeiras, exigirá que as entidades declarem sua finalidade, objetivos e apresentem plano de trabalho.
O objetivo não declarado é buscar entidades na Amazônia, em especial aquelas que, travestidas de ONGs, atuam em ações de biopirataria”


Uma excelente medida do Ministério da Justiça para se saber “quem é quem” na Amazônia Legal. A responsabilidade maior agora é do Senado, pois caso ratifique a “Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas”, assinado pelo Brasil na ONU em setembro de 2007, a Amazônia corre o risco de ser dividida em 216 “nações”, com autonomia política e administrativa, dentro do território brasileiro.
Como isso poderá acontecer? Simples. Parece que os diplomatas brasileiros que assinaram a tal declaração não sabiam da existência do parágrafo 3 do artigo 5º, introduzido em 2004, no texto constitucional misturado à Emenda nº 45, que cuidava da reforma do Judiciário. O dispositivo determina que serão equivalentes a emendas constitucionais os tratados internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, na Câmara e no Senado, em dois turnos, por três quintos dos votos. Em outras palavras, as “nações indígenas” poderão se tornar independentes do poder central do país.O estranho de tudo isso é que durante vinte anos o Brasil foi contra o texto elaborado pela ONU sobre a “Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas” e , de repente, passou a concordar e, o pior, foi um dos primeiros a assinar o novo texto. Vale lembrar que alguns dos principais países do Primeiro Mundo se negaram a ratificar o acordo. Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia votaram contra. Outros 11 países preferiam se abster: Rússia, Colômbia, Azerbaijão, Bangladesh, Butão, Burundi, Georgia, Quênia, Nigéria, Samoa e Ucrânia.

Outras informações aqui e aqui.

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5 de julho de 2008

Violência

A carta divulgada na imprensa pela promotora Márcia Velasco, mãe do jovem Pedro Velasco envolvido na morte de outro rapaz – Daniel Duque – assassinado pelo policial militar e segurança particular da doutora Márcia, o depoimento da mãe de Daniel, que clama por justiça pela morte de seu filho e a declaração de um sargento do exército de que uma facção criminosa do Rio de Janeiro estaria pagando dez mil reais, pela cabeça de cada um dos onze militares, envolvidos no assassinato de jovens no morro da Providência, são fatos que demostram, claramente, como a população brasileira está vivendo no limite.
Todos nós, sem exceção, estamos sendo, aos poucos, eliminados, excluídos da sociedade. Estamos convivendo com uma guerra civil cruel e sangrenta e não estamos dando conta da gravidade da situação ou, pior, estamos nos acostumando a viver entrincheirados dentro de nossas próprias casas.
Os assassinatos, seqüestros e roubos estão se tornando tão banais, que chegamos a ponto de comentar sobre eles como se fossem cenas de um filme de ficção, cujo enredo está muito distante da nossa realidade.
Infelizmente vivenciamos esse desrespeito com a vida humana, diariamente, em todos os ambientes, como conseqüência imediata do individualismo, do egocentrismo e do narcisismo. Há uma enorme parcela da sociedade embevecida olhando o seu próprio umbigo: se está bom para mim, que se dane o outro. Para se sentir realizado o indivíduo hoje, mais do que nunca, precisa destruir o outro, excluí-lo, menosprezá-lo. Acostumados que estamos a esse modo de pensar, e habituados a levá-lo à prática, não percebemos que cedo ou tarde ele produzirá a nossa própria exclusão.
O outro precisa ser respeitado porque é o outro, não por ser rico, jovem, esbelto, com poderes políticos ou econômicos.
Não condeno as formas de protesto da sociedade civil, como a passeata que aconteceu hoje no Rio de Janeiro, mas acho que é muito pouco. Dentro de alguns dias, tudo cairá no esquecimento até que um outro fato semelhante destrua o nosso castelo de cartas construído a partir da nossa conivência e cumplicidade.

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