15 de julho de 2008

Reféns da violência

Não tem sido nada fácil conviver com a crescente onda de violência, que abala a cidade de Rio de Janeiro. Dias atrás, quando do assassinato de um jovem na porta de uma boate na zona sul da cidade, comentei indignada, aqui mesmo neste blog, como nós cariocas, estamos nos tornando reféns da falta de segurança.
Dias depois ao meu comentário, o menino José Roberto foi morto por policiais militares, que confundiram o carro de sua mãe com o de bandidos em fuga.
Na ocasião, autoridades cariocas se apressaram em justificar o caso, apontando para a incompetência e despreparo dos policiais militares, que alvejaram o carro em que estava o menino. Caso isolado, disseram alguns.
Acabo de ler no G1 que, na noite de ontem, policiais militares atiraram “num carro suspeito” e mataram o administrador de empresas do Infoglobo, que havia sido vítima de um seqüestro.
A justificativa das autoridades policiais do Rio de Janeiro, quando mais um assassinato em condições semelhantes ao do menino José Roberto ocorreu na cidade, é inconcebível:
"Só depois que o suspeito do Siena atirou contra a patrulha os policiais reagiram. Diferentemente do caso João Roberto, os policiais tiveram todo o cuidado. Não dispararam a esmo nem durante a perseguição. Nesse caso, houve oposição, os policiais foram alvejados. Nesses momentos, eles têm pouco tempo para refletir e a segurança é prioridade. A vida deles estava em jogo", disse o relações públicas da polícia militar.
Se tivessem tido o cuidado necessário, a ação mais lógica não seria atirar nos pneus do carro, para impossibilitar a fuga dos supostos bandidos?
Se a vida desses funcionários públicos está em jogo, o que se pode dizer da vida dos cidadãos, que pagam os seus salários para serem protegidos?
A segurança é prioridade para quem, cara pálida?
Teria sido melhor ficar de boca calada!
E o nosso governador, que tanto passeia, se fosse responsável já teria , no mínimo, mudado toda a cúpula da PM e exigido diretrizes eficientes para a segurança da população.
Diante de tantas mortes, a entidade “Rio de Paz” vem fazendo um alerta macabro em tom de denúncia: 4.000 pessoas morrerão vítimas da violência no Estado no segundo semestre.
"Nós estamos em um contexto de guerra no Estado do Rio de Janeiro”, disse Antonio Costa, presidente da entidade.
Ao que parece, os cidadãos somente são importantes para os nossos políticos na época das eleições, quando nos enchem de falsas promessas.
Já passou da hora da sociedade civil se mobilizar e exigir das autoridades do Estado do Rio de Janeiro mais responsabilidade e respeito com a vida dos cidadãos.

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