31 de agosto de 2008

A "marcha branca" mexicana

Milhares de mexicanos foram às ruas neste sábado em cerca de 70 cidades do país para protestar contra a criminalidade, os seqüestros e a corrupção policial. (Foto:Alfredo Estrella/AFP)


Tenho a leve impressão de que a sociedade brasileira é a mais “anestesiada” do planeta Terra. A água que jorra de nossas torneiras deve conter alguma espécie de antídoto que inibe os indivíduos de enxergar, com clareza, que alguma coisa deve ser feita para estancar a violência crescente no nosso país.
Milhares de mortes ocorrem no Brasil, anualmente, com a conivência e cumplicidade das nossas autoridades e instituições e nenhuma delas vêm a público, para indicar que há uma luz no fim do túnel. E a sociedade civil, que deveria cobrar providências imediatas a quem de direito, apenas fica chocada com a barbárie que domina os noticiários da tv, jornais e revistas.
No México, no dia de ontem, milhares de manifestantes saíram às ruas para exigir das autoridades medidas mais eficientes para combater a violência, ligada principalmente ao tráfico de drogas e que já provocou a morte de 2.714 pessoas desde o início deste ano. Quantas mortes ocorreram no Brasil no mesmo período?
Segundo o levantamento da Ong
Rio de Paz, somente o Estado do Rio de Janeiro enterra, anualmente, 8 mil pessoas vítimas de homicídio. Segundo a Ong se for somado a essa estatística o número de pessoas assassinadas que constam na lista de desaparecidos - cerca de 4.633 no ano passado - essa cifra pode chegar a mais de dez mil homicídios.
A “marcha branca” mexicana é de fazer inveja a todos os brasileiros, não é mesmo?

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Últimas informações sobre a Amazônia

O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgou ontem a taxa anual de desmatamento na Amazônia. De julho de 2007 a agosto de 2008 houve um aumento de 64% no abate de árvores. A área abatida supera cinco vezes a cidade de São Paulo.
Os números oficiais do desmatamento serão divulgados somente em outubro. A expectativa do Instituto é que a taxa anual supere os 11,2 mil quilômetros quadrados medidos em 2007(leia aqui).
Considerando que as dimensões de um campo de futebol é de 120m por 90m, os milhares de quilômetros quadrados desmatados no período representam um desmate equivalente a 1037037 campos de futebol ao ano ou 2841 campos de futebol por dia ou 119 por hora ou 2 por minuto. E esse cálculo foi feito “por baixo”, pois como bem sabemos nem sempre as informações correspondem à realidade. O “monstro” é bem maior do que imaginamos.
O triste de tudo isso é que cinco dias depois do governo federal lançar um fundo bilionário para captar recursos para a proteção da Amazônia, o presidente brasileiro sancionou a MP 422/08, conhecida como "MP da Grilagem", que amplia de 500 para 1.500 hectares o limite de áreas invadidas na zona rural da Amazônia Legal que podem ser legalizadas pelo governo sem exigências, como uma licitação, por exemplo. Dá para entender?
Infelizmente, atos como esse abrem um enorme espaço para que as grandes potências mundiais tentem ingerir sobre a nossa soberania, com relação à floresta Amazônica. No site do príncipe Charles (
www.princesrainforestsproject.org) , por exemplo, há gráficos, artigos, opiniões e informações atualizadas sobre tudo o que se refere à floresta Amazônica.
É de doer, não é não?

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30 de agosto de 2008

Lua nova

Não sou daquelas pessoas que consultam o horóscopo ou o calendário lunar para tomar decisões ou prevenir possíveis contratempos. Aliás, não tenho nada contra. Cada um age segundo as suas intuições e princípios.
Mas, parece que acertei na escolha do dia de hoje para cortar as madeixas, pois segundo o calendário lunar estamos no início da lua nova que, entre outros benefícios, contribui para a aceleração do crescimento dos cabelos.
O interessante é que “os antigos” sabiam muito bem “ler” a natureza, tanto é que minha avó acertava com uma precisão impressionante o nascimento dos bebês da família. Ela sempre dizia que a data aproximada para o nascimento dos bebês tinha de respeitar a mudança da fase da lua. Da mesma forma, ela previa chuvas, tempestades e ventos fortes e não era nenhuma bruxa ou pitonisa.
Atualmente, com tantos aparatos eletrônicos para informar “tudo sobre tudo”, a natureza foi relegada a segundo plano. Talvez seja esse o motivo das catástrofes que abalam, de vez em quando, o planeta azul. A natureza, em sua carência afetiva, está tentando chamar a atenção. Está “querendo aparecer” como se costuma dizer.
E ela está certíssima, pois não?

Outras informações sobre as fases da lua, leia aqui.

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28 de agosto de 2008

Verbas federais para a saúde são desviadas

A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) foi defenestrada no Senado no ano passado. A mobilização da sociedade brasileira foi decisiva naquele momento. Eu me lembro das notícias sobre os milhares de e-mails que entupiram a caixa de correio eletrônico dos parlamentares, exigindo o fim do imposto. O meu foi um deles.
Após a “nossa” vitória, o governo federal esperneou, esbravejou e acusou os parlamentares de estarem acabando com o sistema de saúde no Brasil, como se esse fosse eficientíssimo. E mais, a idéia de criar um outro imposto, com outra sigla para atender à saúde ainda não morreu nos corredores do Palácio do Planalto. É óbvio que em ano eleitoral, medidas antipopulares não pegam bem. Assim, após as eleições recomeça a discussão sobre o assunto, não tenham dúvida.
Hoje, sob o título “Sangria na Saúde: R$ 70 milhões para balões e abadas”, o Correio Brasiliense escancara a forma como os prefeitos brasileiros usam os recursos da saúde:
“Marmitas, adega, televisão, pousada, tai chi chuan, cartão de Natal, fôlder, cachê de banda, pensão alimentícia, persianas, abadá, colchões, portas, salário do secretário de saúde, aluguel, bar, yôga, consultoria, gasolina, celular, acupuntura, óculos, curso de relaxamento, cortina, taxa de licenciamento, CD player e balões coloridos. Salão de beleza, tarifa de cheque especial, ar-condicionado, videocassete, enfeite natalino, colchões, suco de fruta, ração, notebook, funerária, conta de luz, camisetas, verduras, fechadura, xerox, gratificação para secretária, pão de queijo, internet, ventilador, tratamento de piscina, presentes, chocolates e multas de carro”.
É deprimente constatar que milhões de brasileiros, apesar de não possuírem carro algum, devem arcar com taxa de licenciamento, gasolina e multas de seus conterrâneos politiqueiros, conforme mostra a “listinha” acima.

Mais informações sobre o assunto leia aqui.

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27 de agosto de 2008

Megaenquete

O portal Terra está fazendo uma “megaenquete” sobre a Olimpíada de Pequim. São dezoito perguntas que vão desde o “muso” dos jogos olímpicos até a imagem mais bonita. Algumas perguntas são bem interessantes. Pincei algumas delas com os respectivos resultados, até o momento.
Diego Hypólito aparece liderando a megaenquete em três situações: a maior “trapalhada”, o brasileiro mais “chorão” e o brasileiro que mais “amarelou”.
Eu discordo totalmente daqueles que destacaram o ginasta brasileiro nessas situações, mesmo porque Diego nunca amarelou nas diversas competições de que participou e até poderia, já que o Brasil jamais teve tradição na ginástica olímpica masculina. Diego Hypólito errou por excesso de confiança. Melhor do que errar por omissão ou falta de garra, como foi o caso de outros atletas brasileiros.

1. Qual foi a maior trapalhada?
Diego Hypólito leva tombo na ginástica: 36,01%



2. Qual o atleta brasileiro que mais brilhou?
César Cielo: 87,67%



3. Qual a atleta brasileira que mais brilhou?
Maurren Maggi: 77,44%



4. Que atleta brasileiro mais amarelou?
Diego Hypólito: 33,37%



5. Qual atleta estrangeiro mais se destacou?
Michael Phelps (EUA): 65,99%



6. Quem foi o maior “chorão” do Brasil?
Diego Hypólito : 40,31%



7. O que mais decepcionou na Olimpíada?
Seleção brasileira masculina de futebol: 46,48%



8. Qual a imagem mais chocante?
Húngaro desloca o braço no levantamento de peso: 33,61%



9. Qual foi a imagem mais bonita?
César Cielo ganha o primeiro ouro: 62,34%



Para participar da “megaenquete” do portal Terra, clique aqui.

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26 de agosto de 2008

A famosa dor de cotovelo

“Dor de cotovelo” é o que está sentindo a saltadora britânica Jade Johnson. Ela não se conforma da brasileira Maurren Maggi ter conquistado a medalha de ouro no salto em distância, após ter sido penalizada com dois anos de afastamento por doping.
"O que mais me irrita é que ela voltou e ganhou os Jogos Olímpicos. Eu teria ficado apenas em sexto, mas outras garotas poderiam ter conseguido uma medalha. Torci muito para que alguém conseguisse vencê-la", disse Jade, em entrevista ao jornal inglês The Guardian.
Eu até entendo a revolta da britânica, pois sempre fica uma pontinha de desconfiança quando um atleta de alto nível é pego por doping. Por mais que se prove que a substância usada pelo atleta não tenha sido para melhorar o seu rendimento, houve a punição, o que deixa os concorrentes diretos com a “pulga atrás da orelha”.
A moça vai ainda mais longe nas suas críticas. Segundo ela "as pessoas deveriam ser banidas para sempre, por uso de drogas". Eu também concordo, pois a má fé não deveria fazer parte do esporte.
Mas, se Maurren cumpriu a suspensão e teve o direito de voltar a competir, então ninguém tem mais nada o que questionar. São as regras do jogo.
E de mais a mais se Jade está descontente com o ouro olímpico da brasileira, ela que se prepare adequadamente para que na próxima Olimpíada, que será realizada na “sua casa”, possa fazer melhor do que em Pequim.

Leia mais aqui.

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23 de agosto de 2008

Aumento do imposto sindical

Nas duas últimas semanas o que gerou mais notícias na imprensa foi sem dúvida a Olimpíada de Pequim, principalmente porque é um evento que não ocorre anualmente.
Foi ótimo acompanhar os exemplos de superação, a conquista de medalhas e de recordes, mas já é hora de “cair na real”.
A primeira notícia que me chamou a atenção “pós-olimpíada” foi sobre a intenção da CUT e das demais centrais sindicais de brigarem no Congresso pela aprovação de mais um tributo, em substituição ao imposto sindical obrigatório.
Os “pobres” sindicalistas, certamente, estão convencidos de que arrecadam muito pouco com a contribuição atual de cada trabalhador brasileiro: um dia de trabalho por ano ou o equivalente a 3,33% do salário mensal. Eles querem mais e vão brigar para que a contribuição passe para 1% dos ganhos anuais de cada trabalhador. Isso significa que o novo imposto seria o equivalente a 13% do salário mensal ou a quatro dias de trabalho por ano.
Eu não duvido nada de que o Congresso Nacional sucumba a mais essa “exigência” das centrais sindicais, pois a permanência do imposto obrigatório foi aprovada meses atrás, com direito a festança no salão negro dessa casa.
Paulinho, da Força Sindical, por exemplo, está otimista e deve conhecer bem o “escambo” que é praticado no Congresso:
“É só enviar que a CUT e a Força conseguem”.
O ex-sindicalista e atual presidente brasileiro também foi generoso com os companheiros: vetou o artigo da lei que obrigava as centrais sindicais a prestarem contas ao TCU (Tribunal de Contas da União).
“Desde o momento que acabou a votação na Câmara, eu não tive dúvida que iria vetar a fiscalização do movimento sindical”, disse o presidente.
Deve ser ótimo ser político ou sindicalista no país das maravilhas, não é mesmo?
Clique no link abaixo para assistir alguns minutinhos da comemoração dos “sortudos” sindicalistas brasileiros:
Aprovação da lei termina em festa

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Futebol brasileiro e o ouro olímpico

A se confirmar a retirada do futebol masculino dos jogos olímpicos, o Brasil terá de conviver com as piadinhas dos nossos hermanos latino-americanos, que conquistaram pela segunda vez o ouro olímpico.
A pecha de que a seleção olímpica brasileira de futebol sempre amarelou nas olimpíadas ficará engasgada na goela do futebol brasileiro “ad eternun”, já que não teremos mais como apagar essa má impressão. Nunca mais teremos a chance de conquistar o ouro olímpico.
A trajetória da seleção olímpica brasileira em olimpíadas sempre foi um fiasco, mas, pelo menos, desta vez, a equipe brasileira não se negou a subir no pódio para receber a medalha de bronze, como fez em 1996 quando também terminou em terceiro lugar.
E Maradona - que criticou duramente a seleção brasileira – fez questão de cumprimentar Ronaldinho Gaúcho pela medalha de bronze. Será mesmo que foi um cumprimento? Eu, particularmente, não acredito. Acho que, mais uma vez, a intenção do ex-craque argentino foi a de humilhar os nossos atletas, já que após a a premiação afirmou que " o jogo com o Brasil foi o mais fácil".(Leia aqui)
De qualquer modo, se a Olimpíada de Pequim era o mote para salvar a carreira de Dunga na seleção principal e alavancar a de Ronaldinho Gaúcho no futebol mundial, os dois “deram com os burros n’água”.
Melhor assim!

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É a redenção!

Um ouro merecidíssimo. Inquestionável!
A seleção feminina de voleibol esteve sempre focada, determinada e confiante em todos os jogos que disputou na Olimpíada de Pequim.
Parabéns ao técnico José Roberto Guimarães, que hoje ostenta duas conquistas inéditas em olimpíadas: campeão olímpico com as equipes masculina e feminina de voleibol.

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O jeitinho brasileiro

O brasileiro é realmente um indivíduo altruísta. Além de trabalhar todo ano até o mês de maio para arcar com a pesada carga tributária brasileira, financiar os gastos excessivos com o cartão corporativo, bancar as benesses dos nossos nobres políticos, contribuir com um dia inteiro de seu trabalho para o caixa dos sindicatos, dentre outras aberrações, deve ainda aceitar calado a manobra dos senadores, que desejam criar uma cota para a nomeação de parentes para o Legislativo. Essa manobra é aquele famoso jeitinho brasileiro de burlar a lei, de passar por cima da decisão do Supremo Tribunal Federal, que em cumprimento à Constituição Federal vetou a contratação de parentes até o terceiro grau.
Por um outro lado, o sempre feliz presidente brasileiro deverá vetar o projeto de lei que tramita no Congresso – caso seja aprovado – que garante às aposentadorias o mesmo reajuste dado ao salário mínimo. A desculpa esfarrapada é a de que o reajuste produziria um rombo no sistema previdenciário. A verdade é que os aposentados não representam votos nas eleições, portanto são uma espécie de peso morto. Só prestam mesmo para contrair empréstimos consignados e encher as burras das instituições financeiras.
É ou não é um escárnio com a população brasileira?

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22 de agosto de 2008

É uma pena!

Bernardinho, o técnico da seleção masculina de voleibol, é uma unanimidade nacional, mas anda dando mostras que se cansou de dirigir os nossos campeões olímpicos. À reboque, os seus comandados perderam o brilho e a confiança em si mesmos.
O duelo entre Bernardinho e Ricardinho – ex-levantador da seleção – fez uma mal terrível aos jogadores, pois teve o demérito de expor conflitos internos, abrindo feridas na equipe, que não cicatrizarão tão facilmente. Os dois comentam o fato com meias palavras, o que torna ainda mais nebuloso os reais motivos das desavenças.
Acabo de ler no G1 a entrevista de Bernardinho em Pequim. Percebo uma pessoa ainda magoada com os acontecimentos, que culminaram com a saída do capitão Ricardinho. Eu só acho que ele escolheu o momento errado para desabafar. Às vésperas da disputa de uma final olímpica o que a equipe precisa é ter tranqüilidade, para poder encarar mais um desafio e não ficar remoendo uma briga que já completou um ano.
Na entrevista, o técnico deu a entender que o ambiente da seleção não é dos mais calmos e que nem ele, tampouco os seus jogadores, conseguiram digerir o episódio:
"Não é vingança. Claro que, quando você perde em casa, como perdemos na Liga Mundial, fica aquele sentimento. Aí outros falam que tem o trauma de 1984. Claro que eu lembro. Vou pensar muito nos meus companheiros da época. Mas essa não é a nossa causa. Nossa causa é interna, é outra que não vamos revelar."
Pode ser que a seleção brasileira de voleibol conquiste a medalha de ouro em Pequim, pois trata-se de atletas de alto nível e que estão habituados a grandes desafios, no entanto, essa vitória não terá o mesmo brilho de sempre.

Para mais informações, leia no site do G1:
Bernardinho desabafa: “Me chamaram de traidor, nepotista, mercenário”

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20 de agosto de 2008

Deitado eternamente em berço esplêndido!

Os assuntos do dia de hoje, como não podia deixar de ser, giraram em torno do chocolate que a seleção argentina de futebol impôs à nossa seleção. As opiniões foram unânimes: a seleção brasileira de futebol jogou de modo covarde e o principal astro verde-amarelo – Ronaldinho Gaúcho – andou em campo.
Algumas declarações foram no mínimo exageradas, como a do presidente brasileiro que afirmou nunca ter passado tanta raiva na sua vida. Mas a frase mais marcante do dia foi, sem dúvida, a de Diego Maradona:
“ Há muito tempo que não vejo um Brasil tão pequeno e tão defensivo”
O arrogante Maradona, que nunca perde a oportunidade de cutucar os brasileiros, desta vez, está coberto de razão. Os atletas brasileiros, de um modo geral, se “apequenaram” diante dos adversários.
Paralela à discussão sobre os motivos técnicos do fracasso dos nossos atletas em Pequim, uma outra começa a surgir: a de que os brasileiros possuem a auto-estima no pé, são subservientes, descontrolados emocionalmente e se dão por vencidos no primeiro obstáculo. Será que finalmente estamos acordando?
Eu acho ótimo que essas reflexões venham à baila, porque ninguém merece ficar “deitado eternamente em berço esplêndido”, como sugere o hino brasileiro.
Está mais do que na hora, de cobrarmos dos nossos governantes políticas públicas para todos os setores da sociedade, incluindo-se nesse pacote a educação para o esporte.

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18 de agosto de 2008

Nervosismo, inexperiência ou falta de sorte?

A imprensa brasileira superestimou a participação do Brasil na Olimpíada de Pequim. A grande maioria dos programas de esportes da TV passou a falsa idéia de que os atletas brasileiros tinham grandes chances de subir no pódio olímpico.
Faltando apenas uma semana para o final dos jogos, contabilizamos uma performance pífia, mas os nossos homens da imprensa não se dão por rogados e, em uníssono, depositam o fracasso brasileiro ora no nervosismo dos nossos atletas, ora na inexperiência de muitos deles. Essas, por sinal, são as palavras de ordem nas transmissões esportivas: nervosismo e inexperiência.
São poucos os jornalistas brasileiros que ensaiam dizer a verdade: nós fracassamos porque nossos adversários são infinitamente superiores. E vão continuar a ser, já que o Brasil não possui nenhuma política pública para o setor.
Confesso que estou dando muito trabalho ao controle remoto, pois quando vejo a reação dos nossos atletas diante de mais um fracasso, mudo de canal. Cansei de assistir tanta choradeira, desculpas, tombos e falta de sorte diários.
E como nas diversas Olimpíadas anteriores, as perguntas ridículas para animar a torcida brasileira já começaram a aparecer. Será que o Brasil baterá o recorde de 5 medalhas de ouro obtido em Atenas (2004)? Será que o Brasil conseguirá ultrapassar o recorde de 15 medalhas em uma só Olimpíada, obtido em Atlanta (1996)?
Cá para nós, quem em sã consciência tem estômago para torcer para que o Brasil ultrapasse um feito de 8 anos atrás? Em oito anos é possível formar uma geração de atletas espetaculares. Dormimos no ponto, como sempre.
Por isso, quando li sobre o pedido de desculpas de Diogo Hypólito, fiquei mais zangada ainda. Não é você, caro Diego que deve desculpar-se. Somos nós que lhe devemos desculpas e a todos os outros atletas que foram a Pequim pagar mico.

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17 de agosto de 2008

Ele está com tudo!

"Cara, você viu o que eu fiz? Fui lá e ganhei por um centésimo. Você vai ganhar por um centésimo ou vai perder por um centésimo? Então vai lá e bate na parede".
Essas foram as palavras de incentivo de Michael Phelps a César Cielo, minutos antes do nosso atleta vencer a prova dos 50 metros livre e tornar-se o primeiro homem dourado da natação brasileira.
Não é demais!. Michael é um mito da natação mundial, com oito medalhas de ouro numa única edição dos jogos olímpicos, bateu vários recordes, tornou-se a estrela maior dessa Olimpíada e ainda teve um gesto de incentivo para com outro atleta. Este é o verdadeiro espírito olímpico.
E o garoto Cielo está com tudo! Além do incentivo do astro Phelps, recebeu elogios de um dos maiores nomes da história da natação, o russo Alexander Popov. Sem contar, que Cielo foi descoberto por Gustavo Borges e tem como empresário, Fernando Scherer (Xuxa), outro astro das piscinas. É pouco ou quer mais?
Quanto ao lado amoroso, a assessoria do nadador afirmou que é falsa a notícia de que ele estaria, por contrato, impedido de namorar. Ele pode namorar, sim! Mas, primeiro, deve passar pelo crivo da irmã e da mãe.

As pretendentes ao coração de César Cielo podem conferir aqui as dicas da sua irmã para conquistá-lo.
Boa Sorte!

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16 de agosto de 2008

Medalha de ouro histórica!

Finalmente saiu a primeira medalha de ouro do Brasil na Olimpíada de Pequim. César Cielo venceu a prova mais veloz da natação: os 50 metros livre.
O garoto de 22 anos de Santa Bárbara do Oeste também bateu o recorde olímpico e conseguiu um feito inédito, pois pela primeira vez a natação brasileira ganha uma medalha de ouro em olimpíadas.
Vale ainda lembrar, que Cielo já havia conquistado em Pequim uma medalha de bronze na prova dos 100 metros livre.
Em sua primeira entrevista após a vitória, o nadador brasileiro contou emocionado como foi difícil afastar-se de sua família para treinar nos EUA.
Mas, o mais emocionante foi o momento da premiação. César Cielo ao ouvir o hino brasileiro chorou copiosamente comovendo os presentes no Cubo D’Agua, que o aplaudiram de pé. Realmente foi um momento inesquecível.
Num país onde não há nenhuma política para o esporte, o feito de “Cesão”, como é carinhosamente chamado, é mais uma constatação de que talentos nós temos de sobra. O que falta é o reconhecimento federal.

Outras informações sobre a conquista de César Cielo, leia aqui.

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15 de agosto de 2008

Palha italiana - uma delícia!

Para minha surpresa, a receita de “crostoli” que postei há alguns dias atrás fez um enorme sucesso entre os leitores deste blog. O engraçado é que por alguns segundos me senti uma cozinheira de “mão cheia”.
Eu disse alguns segundos, pois as minhas aventuras pilotando o fogão se limitam a receitas simples e rápidas, portanto não esperem de mim receitas mirabolantes, pois decididamente a cozinha não é o meu forte.
Hoje, resolvi divulgar mais um capítulo da minha odisséia de gourmet - a palha italiana – um doce delicioso e muito fácil de fazer.
A receita está disponibilizada na coluna da direita em “Receitas Preferidas”. Espero que gostem!

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13 de agosto de 2008

Michael Phelps, o rei das piscinas!

Sou Michael Phelps desde criancinha. Para mim, não importa se ele, de vez em quando, mostra-se irritado mesmo após ter conseguido uma excelente marca na competição. Ele queria mais.
Ele está errado? É claro que não!
Temos é que acabar com essa hipocrisia de dizer que os EUA “não dão ponto sem nó” e que o atleta americano foi preparado desde pequeno para isso: vencer a todos na piscina. E se foi, qual é o problema?
Pior somos nós, brasileiros, que não temos com o que nos orgulhar em termos de políticas públicas para o esporte.
Qual é o investimento do governo brasileiro no esporte? Nenhum!
Basta entrar em qualquer escola pública dos quatro cantos do país e constataremos que não há espaço, nem mesmo para as aulas de Educação Física.
Devemos, certamente, ter muitos talentos - principalmente pelas dimensões continentais do país - mas que jamais despontarão no cenário esportivo.
Os brasileiros, que brilham nas competições internacionais, foram descobertos por obra do acaso ou por empenho individual e o de suas famílias. E o pior, após conseguirem as suas medalhas, às custas de muito sacrifício, nossos bravos atletas ainda devem dar uma “passadinha” no Palácio do Planalto, para a sessão de fotos com o presidente.
Simplesmente ridículo!
Portanto, quero mais é que Michael bata todos os recordes, ganhe todas as competições, deixe para trás todos os seus adversários e volte para casa, como o maior astro da Olimpíada de Pequim.
Ele merece!

Para admirar os feitos de Michael Phelps, clique
aqui.

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12 de agosto de 2008

Ficou feio!

Não tive a oportunidade de assistir, ao vivo, a cerimônia de abertura da Olimpíada de Pequim, mas acompanhei na tv aberta, à noite, um resumo do que melhor aconteceu no estádio Ninho de Pássaro. Confesso que fiquei estupefata com o espetáculo e com a performance dos integrantes da festa.
Hoje, para minha surpresa li, na web, que o escultor e coreógrafo italiano Enzo Carnebianca acusou o coreógrafo chinês Shen Wei de plágio, que imagens de fogos de artifício, assistidas por mais de 4 bilhões de telespectadores no mundo, foram editadas e que a menina que entoou a "Ode à Pátria" na realidade cantou em “playback”, porque a verdadeira intérprete não era bonita o bastante para representar seu país para o mundo.
“Era uma questão de interesse nacional. A criança que apareceria diante da câmeras tinha que ser expressiva” , argumentou Chen Quiganga, diretor musical do espetáculo.
E pasmem! Assisti há pouco num canal de esportes, que não se tem notícias de um acrobata, acidentado no último domingo, porque o hospital militar onde estaria internado o atleta recusa-se a fornecer informações.
Era bom demais para ser verdade. Convenhamos, regimes autoritários não perdem, como num passe de mágica, as sua raízes. É por essas e outras que o governo chinês está sendo duramente criticado. E com razão, pois o “vale-tudo” para se passar a falsa idéia de que a abertura na China é pra valer, passou do tolerável.
Sobre esse assunto, a revista Galileu apresenta uma ótima reportagem. Vale a pena acessar:

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11 de agosto de 2008

Espírito olímpico

“O verdadeiro espírito olímpico não é ganhar uma medalha de ouro, mas superar seus próprios limites”. Essa frase é do canadense Christopher Jarvis, medalha de ouro na categoria Remo, nos Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro.
Mas, para Pedro Dias, o judoca português, que derrotou no domingo o favoritíssimo meio-leve brasileiro João Derly, a frase não deve ter nenhuma importância.
Em sua entrevista a um jornal português Pedro foi curto e grosso: ”Eu não ganhei apenas, Derly foi humilhado no tatame, humilhado por mim”.
O motivo de tanta arrogância e orgulho é pelo fato de ter atingido o seu objetivo: vingar-se do ex-amigo, que o teria traído com a sua namorada.
Seria até razoável, que o sentimento de ter sido passado para trás aflorasse nesse encontro, mas daí a sair espalhando que a sua vitória no tatame teve como motivação maior uma vingança pessoal, não tem o menor cabimento. É uma atitude que não traz nenhum benefício a ele, como atleta, muito menos ao espírito olímpico.
Muito mais significativas foram as atitudes de Natalia Paderina - da Rússia - e Nino Salukvadze - da Geórgia -, que celebraram juntas, no pódio, a conquista de suas medalhas no tiro ao alvo, apesar do grave conflito que envolve os seus países.
Como diz aquele velho ditado: cada cabeça, uma sentença. Fazer o quê.

Outras informações sobre as declarações do judoca Pedro Dias, leia aqui e aqui.

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10 de agosto de 2008

Ginástica artística feminina na final!

Mais uma vez as meninas brasileiras da ginástica artística não conseguiram dominar o nervosismo na apresentação em seus respectivos aparelhos. Nas barras pararelas, Ana Cláudia machucou a mão e caiu na aterrissagem. Na trave, Laís caiu quando se preparava para finalizar a sua série, como também Daniele Hipólyto ao tentar dar uma pirueta.
Embora as nossas ginastas tenham conseguido um feito inédito ao se classificar, por equipe, para as finais da ginástica artística, novamente fica aquela perguntinha que não quer calar: por que tantos atletas brasileiros de excelente nível - e muitas vezes favoritos em suas provas – se descontrolam e decepcionam?
Em Sidney foi a vez da seleção feminina de voleibol. O jogo da semifinal estava ganho pelas brasileiras, principalmente porque elas eram superiores às adversárias, mas perderam de uma forma ridícula. A explicação geral foi nervosismo no momento decisivo.
Realmente não deve ser fácil encarar tamanha responsabilidade, mas acho que não é apenas o nervosismo, que impede os nossos atletas de se apresentarem a contento.
O fato do nosso país não dar a mínima atenção ao esporte, ao longo dos anos que antecedem às Olimpíadas, deve falar mais alto. Deve travar os nossos atletas.
Eu, pelo menos, teria esse raciocínio: por que sou cobrada a representar bem o meu país num evento esportivo da magnitude de uma Olimpíada, se na minha terra não existe uma política responsável voltada para o esporte? Quer dizer que eu sou importante somente no momento de passar ao mundo a imagem de que, no Brasil, o esporte é valorizado?
E não me venham com aquela velha história de que os atletas ficam pensando no povo brasileiro, tão sofrido, no momento das decisões e que uma medalha traria alegria a nossa gente, por que a grande maioria dos brasileiros não está nem aí para as Olimpíadas.
Portanto, vou continuar torcendo para que os nossos atletas tenham sucesso, como prêmio individual pelo sacrifício e dedicação e não porque precisam trazer medalhas para o país.

Outras informações sobre o desempenho da equipe feminina de ginástica artística em Pequim, clique aqui.

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9 de agosto de 2008

Dietas milagrosas!

Perder alguns quilinhos, para muita gente, dá um trabalho danado, até porque a escolha da dieta ideal não é uma tarefa fácil. As prateleiras das livrarias estão abarrotadas de livros sobre o assunto, somos bombardeados a todo o momento com informações sobre a melhor forma de emagrecer com saúde e muitas dietas que eram recomendadas por especialistas no passado caíram, de uma hora para outra, em desgraça.
Há ainda aquelas dietas mágicas que, de tempos em tempos, reaparecem com novos nomes. A dieta dos pontos, por exemplo, tenho a absoluta certeza de que é a antiga “dieta do astronauta”, que fez a cabeça de 10 entre 10 mulheres, que queriam perder peso numa boa, sem entrar em paranóia.
Por esses motivos, não acredito nem um pouco em dietas milagrosas, que prometem emagrecimento rápido sem muitos sacrifícios.
A novidade do momento – pelo menos para mim – é a dieta do tipo genético, elaborada pelo médico Peter J. D’Adamo e aprovada por muitas celebridades brasileiras. Ela promete uma perda de peso acelerado, pois atua nas necessidades individuais de cada um.
Segundo o doutor D’Ádamo, os seis tipos genéticos – caçador, coletor, explorador, guerreiro, professor e nômade – foram se definindo em função das diferentes estratégias de sobrevivência da espécie, e, portanto, ficaram gravadas no código genético da mesma. A explicação parece ser plausível.
A classificação dos diversos grupos genéticos é bem interessante, mas não entendi porque, cargas d’água, o tipo “caçador” teria necessidade de fazer dieta, já que suas características são: alto, magro e com eficiência metabólica excelente. Tudo o que o mais simples e reles mortal desejaria.
De qualquer forma, para aqueles que vivem à cata de novidades sobre o assunto, vale a pena dar uma passadinha no portal Terra, para conhecer melhor a dieta em questão:
Dieta do tipo genético

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5 de agosto de 2008

Começou mal !

A seleção olímpica de futebol poderá entrar em campo na sua estréia na Olimpíada de Pequim, na quinta-feira, com uma bandeira brasileira bordada, às pressas, na camisa de seus atletas, no lugar do distintivo da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), pois só é permitido, pelo regulamento olímpico, que as seleções usem em seus uniformes o símbolo do comitê olímpico do país, a bandeira nacional ou o nome do país escrito na camisa.
Essa improvisação não é somente mais uma demonstração da incompetência, desorganização e falta de planejamento para participar de um evento do porte de uma Olimpíada, mas um jogo de interesses entre os patrocinadores da CBF (Nike) e do COB (Olympikus). Portanto, a bandeira brasileira entrará na camisa dos nossos jogadores praticamente como terceira opção.
E não é para menos, que a maioria das pesquisas em torno da seleção olímpica de futebol revela que os brasileiros não acreditam na conquista da medalha de ouro no futebol masculino, como mostra a pesquisa que capturei no site do Jornal Nacional:
No entanto, Ronaldinho Gaúcho e Dunga estão confiantes. O primeiro porque pretende ressurgir no cenário mundial e o segundo porque vislumbra a possibilidade de se firmar na seleção principal.
"Tanto eu como o Ronaldinho, estamos tendo a segunda oportunidade de conquistar o título olímpico. Não podemos deixar escapar de jeito nenhum”, afirmou Dunga.
Parece que a motivação maior dos dois é única e exclusivamente a salvação de um projeto pessoal. O coletivo está em segundo plano.
É uma pena!

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