29 de junho de 2008

Amazônia ignorada?

Um levantamento do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) revela que o órgão ignora o que se passa em 710,2 mil quilômetros quadrados da Amazônia Legal, que compreende 59% do território do país. O Incra não sabe se terras estão nas mãos de posseiros ou de grileiros, tampouco o que está sendo produzido, plantado ou devastado nessas terras públicas da União. Segundo a reportagem da folha online, o estudo mostra que, somada, a área equivale aos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná juntos
Enquanto o governo brasileiro continua ignorando o que se passa na Amazônia, Ongs representantes das grandes potências mundiais sabem muito bem o que encontrar naquela região. E o pior, dois índios brasileiros Jacir José de Souza, da tribo Makuxi, e Pierlangela Nascimento da Cunha, da tribo Wapixana, se reuniram com parlamentares britânicos de uma comissão multipartidária sobre povos tribais do Parlamento Britânico em Londres no dia 19 de junho, em busca de apoio internacional ,para a reserva indígena Raposa Serra do Sol do estado de Roraima, como mostra a matéria da BBCBrasil.
O texto e a imagem que recebi por e-mail e que reproduzo aqui no blog - cuja autoria não consegui ainda identificar para dar os devidos créditos – vieram muito bem a calhar para ilustrar quais são os verdadeiros interesses estrangeiros na nossa floresta:
"Os índios que o mundo quer"
...Resumidamente, descrevemos abaixo os principais índios protegidos pelas Ongs estrangeiras em Roraima:
Índios NIÓBIO e TÂNTALO -
Sem os quais é impossível a indústria aero-espacial, e só o Brasil os possui (98%).
Índio OURO - A maior jazida do planeta se encontra em Roraima.

Índios URÂNIO e TÓRIO - Enorme quantidade em Roraima, para combustível e armas nucleares.

Índio DIAMANTE - Roraima é riquíssima nessas pedras.
Índios ALUMINIO e TITÂNIO - Sem os quais a metalurgia atual retorna à idade do ferro.

Não citamos o desconhecido, que é do conhecimento "apenas" das Ongs estrangeiras e as daqui mesmo, hoje denunciadas pela Justiça brasileira. E esse mundão desconhecido por nós e tão conhecido dos “missionários” eternos, “cientistas” desocupados, “missionárias” espiãs e os Stings-cantores.
Os demais índios raquíticos, humanos em pé, peles vermelhas existentes por lá, são na verdade inúteis para as Ongs estrangeiras, servindo apenas de camuflagem para os seus reais interesses no Brasil. Cobaias da nova vacina contra a tuberculose. Mas, esses outros índios realçados em vermelho acima, o mundo todo os quer...

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25 de junho de 2008

Homenagem à dona Ruth Cardoso

“Quando morre um mestre é como se uma biblioteca inteira se incendiasse” (antigo provérbio africano)

Morreu ontem na cidade de São Paulo a professora e antropóloga Ruth Cardoso.
De todos os relatos que li a respeito da ex-primeira dama, o mais marcante foi, sem dúvida, o da jornalista Miriam Leitão:
“Ruth Cardoso modernizou o papel de mulher do presidente no Brasil e marcou profundamente as políticas sociais brasileiras. Ela sempre rejeitou a expressão "primeira-dama", mas, depois dela, a denominação ganhou outro sentido.
Nunca houve uma primeira dama assim, e talvez demore a aparecer alguém com o mesmo conjunto de virtudes. Ruth era inteligente, culta, discreta e extremamente capaz. A sua idéia de criar o Comunidade Solidária acabou com o estigma de que a mulher do presidente da República, quanto tem alguma ação social, tem que ser necessariamente de políticas assistencialistas. No Comunidade Solidária, o Estado tinha o papel de coordenação entre o setor privado e a população carente. Empresas passaram a adotar cidades com alto índice de analfabetismo, ou passaram a patrocinar determinadas causas ou regiões. O Estado era apenas o elo entre o patrocinador e o cidadão. Ruth teve um papel fundamental na decisão de levar para nível federal a idéia do Bolsa Escola, que nasceu em Campinas em 1995. Teve também papel importante na mudança da política educacional na direção de buscar a universalização do ensino básico.
O Brasil perde hoje um modelo admirável de mulher que soube aliar a intensa vida intelectual às funções protocolares exigidas da mulher do presidente. O papel que a deixava desconfortável, o de "primeira-dama", acabou sendo exercido com maestria. Ela o reinventou, tirando dele toda a marca do passado. Depois que acabou o governo Fernando Henrique, ela continuou sendo a mobilizadora de recursos
e apoios para as grandes causas de combate à pobreza e de avanços sociais no Brasil”.
Para o professor e cientista político Anthony Hall, da London School of Economics (LSE, Escola de Economia de Londres), a contribuição da ex-primeira dama e antropóloga Ruth Cardoso, ajudou a mudar os rumos da política social no Brasil.
"Ela foi uma peça fundamental na idéia de unir os vários programas sociais e de transferência de renda dos anos 90 em um único programa. Essas iniciativas teriam culminado com a criação do Bolsa Escola, em Brasília e, mais tarde, na adoção do Bolsa Família como um programa nacional do governo brasileiro. Muitas pessoas acreditam que ela foi de fato a primeira pessoa que pensou na idéia do Bolsa Família, apesar de o programa não ter esse nome na época. Mas essa idéia de unificar os programas, criar uma economia mais equilibrada e eficiente, foi exatamente o que Lula fez quando assumiu o governo em 2003", disse Hall em entrevista à BBC Brasil.

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21 de junho de 2008

Educação - Rio usará técnica alemã

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, firmou nesta quinta-feira, um acordo de cooperação técnica, na área de educação, com o governo da Renania, na Alemanha.
De acordo com Cabral, todos os professores da rede estadual terão acesso ao modelo educacional daquele estado, considerado o símbolo do desenvolvimento industrial da Alemanha.
O acordo será realizado em duas fases: primeiro serão enviados secretários de Estado e grupos de professores à Alemanha para troca direta de informações, e depois será criado um site específico para democratizar a informação.
A iniciativa vai abranger as escolas estaduais, a UERJ, a UENF e a FAETEC (Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro).
Segundo o governador, as vocações econômicas do estado da Renania e do Rio de Janeiro – setores de siderurgia, química e petroquímica – são semelhantes.
“É preciso recuperar a qualidade da educação no Rio. É preciso antes de mais nada investir no professor”, afirmou Cabral.
Fonte: globonline - 16/06/2008

Vamos aguardar. Se a iniciativa do governador for realmente a favor da Educação, palmas para ele.

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De quem é a culpa?

“Tudo começou no governo FHC”.
Esse é a senha mais utilizada para justificar a roubalheira generalizada do governo atual.Se essa frase fosse repetida por militantes pelegos do partido do governo, eu até faria um esforço sobrenatural para entender. Mas, não. Há muita “gente boa” que repete essa senha, à simples menção do nome do presidente atual.
Caberia duas perguntinhas simples nesse contexto à luz da lógica, evidentemente: estamos aqui a discutir ou defender qual é o melhor ladrão? Ou ainda: será que no próximo mandato presidencial, caso a roubalheira seja ainda maior, vamos ter de conviver com a justificativa de que, se até um legítimo representante do povo sucateou o país, porque então, um outro cidadão não poderia fazê-lo? Dentro de pelo menos três mandatos, estaríamos todos esmolando pelas ruas.
É uma pena que muitos brasileiros encarem a política como uma agremiação esportiva, onde o amor ao time do coração é incondicional. Eu torço por ele e estamos conversados.
No entanto, é bom que lembremos todos os segundos do dia, seja santo ou não, que os nossos governantes são antes de tudo “nossos empregados”. Eles foram eleitos para nos servir e muito bem. Somos nós que pagamos os seus altos salários e suas benesses.
Mas não é bem assim que a “banda toca”. Enquanto as famílias de nossos políticos estão “numa boa”, seus filhos muito bem encaminhados na vida e seus proventos garantidos “ad eternun” nós, os brasileiros comuns, arcamos com a carga tributária mais escorchante do planeta Terra, e recebemos como retorno, hospitais caindo aos pedaços, escolas públicas de péssima qualidade, uma aposentadoria ridícula, violência generalizada e corrupção desenfreada. Será que gostamos de ser tratados assim?
Eu não acredito que, se ao empregarmos no seio da nossa família um indivíduo que passe a nos roubar sem nenhum constrangimento e que ao ser pego “ com a mão na botija”, seja por nós perdoados com um simples “eu não sabia” ou um singelo pedido de desculpas.
Estudiosos sobre o comportamento dos eleitores - principalmente o de eleitores do terceiro mundo - apontam que é a imaturidade política quem define essa defesa incondicional do seu candidato: se ele venceu as eleições, eu também venci. Daí se o “tal cara” que recebeu o meu voto se comportar de modo equivocado no seu mandato, eu passo a me comportar como crianças pequenas, saindo pela tangente e culpando o outro. Sabe aquela velha historinha de que o vaso se quebrou porque se jogou de cima da mesa? É mais ou menos isso!
Por um outro lado, segundo especialistas, é muito mais cômodo e menos cansativo seguir a maioria, esteja ela certa ou não, pois o trabalho mental é infinitamente menor e faz um bem enorme a auto-estima, já que serão alguns poucos os que irão ser “do contra”.
E para que precisamos cansar o nosso cérebro com “picuinhas” ou com “coisas pequenas”, não é mesmo?

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14 de junho de 2008

Amazônia - devastação em números

A Amazônia tem sido um tema recorrente neste blog, mesmo porque a região está na ordem do dia no cenário mundial. Ela é uma das estrelas que a mídia anda “paparicando”, nem sempre com boas intenções, como sabemos.
Mas, o assunto deste post é sobre o infográfico, elaborado pela equipe do globonline e publicado na sua página eletrônica no último sábado, 6 de junho.
Estava reticente em tocar no assunto, pois bateu um sentimento tão grande de impotência ao acompanhar o desmatamento “virtual” e em “tempo real” da região amazônica, que fiquei meio paralisada.
As informações contidas na matéria não são novidades, mas acompanhar esse crime lesa-pátria - mesmo que virtualmente - não foi nada prazeroso, principalmente depois que o midiático ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que “ o pior ainda está por vir”:
- Ainda faltam os meses brabos. Os piores meses do desmatamento são tradicionalmente junho, julho, agosto e setembro, quando há estiagem e preparação de terrenos.
Para conhecer o infográfico clique aqui.
Estarrecedor!

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12 de junho de 2008

Brasileiros não confiam nos políticos

A última pesquisa da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) revela que 72% dos brasileiros não confiam nos partidos políticos.
Essa constatação não surpreende a mais ninguém. São tantos os escândalos – e de todos os tipos e matizes – que já estamos ficando acostumados.
E como essa classe é cínica!
A última novidade é que o Psol e o Pv, gaúchos, protocolaram pedido de impeachment da governadora Yeda Crusis, em função do seu suposto conhecimento da existência de irregularidades em órgãos públicos do estado do Rio Grande do Sul. Até aí, tudo certo.
Mas, a afirmação de parlamentares desses partidos de que Yeda assinou a sentença de culpa ao não repudiar a admissão feita pelo seu ex-chefe da Casa Civil, de que órgãos estaduais eram usados como fonte de financiamento de partidos políticos, me deixa intrigada.
Parece que eu já vi esse filme na sala de projeção do Palácio do Planalto e via satélite da França, quando do escândalo do mensalão. Na época, o chefe da Casa Civil foi acusado de comandar todo o esquema de propinas envolvendo o Congresso, mas, até os políticos de oposição se contentaram com um “eu não sabia” do Presidente da República.
Qual seria reação do Psol e do Pv caso a governadora saísse também pela tangente com um sonoro “ eu também não sabia”?
Estou mais inclinada a acreditar naquela famosa frase:
Aos amigos, tudo. Aos inimigos, os rigores da lei.

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10 de junho de 2008

A culpa é do excesso de calorias

A crise mundial de alimentos anda provocando uma verdadeira “caça às bruxas”.
Os primeiros suspeitos do “crime” já apareceram: colheitas ruins, especulação de preços, explosão dos biocombustíveis, alta do preço do barril de petróleo, aumento do consumo de alimentos na China e Índia e os subsídios aos grãos.
E quando se pensava que os supostos culpados seriam “chamados às falas”, eis que surge um novo suspeito: os obesos. É o que garante um estudo de pesquisadores britânicos.
Segundo o estudo, os obesos consomem um quinto de calorias a mais do que o normal, para sustentar seu nível de energia e manter o ritmo das atividades diárias - o que acarreta maior consumo de alimentos.
Além disso, os obesos - ainda segundo a pesquisa - contribuem para a degradação do meio ambiente, pois fazem uso do transporte motorizado, o que provoca maior demanda por combustíveis e, em conseqüência, maior poluição do meio ambiente.
Era só o que faltava.
Quer dizer então que somente os obesos usam transportes motorizados? Os magros vão a pé para o trabalho? Tá certo!
A indústria de alimentos diet e light deve estar adorando os resultados da pesquisa. As academias também. Vão faturar um bocado!

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8 de junho de 2008

Rio de Janeiro

A violência se incorporou, de vez, à paisagem e ao cotidiano da cidade do Rio de Janeiro. Quem tinha o hábito de consultar a meteorologia ou a situação do trânsito antes de sair de casa deve, agora, se informar se houve confronto entre quadrilhas rivais, na madrugada, em determinados morros cariocas, se algum ônibus foi queimado em protesto em alguma via de acesso, se algum juiz concedeu liminar para que os caminhões de entrega circulem livremente antes das 10 horas da matina e após às 16 horas da tarde ou, ainda, se as gangues, que estavam praticando seqüestros relâmpagos, já foram devidamente presas.
E se tiver um jogo importante no Maracanã, à noitinha , é melhor mudar o itinerário e voltar para casa , pelo menos, uns trinta minutos após o início do jogo.
Os programas noturnos devem ser antecedidos de um rigoroso esquema de deslocamento. Ir à Barra da Tijuca, via Alto da Boa Vista, após às dez horas da noite, nem pensar. Lá são comuns as blitz fake.
As praias cariocas decantadas em prosa e verso podem, de repente, se transformar num cenário de filme de horror com cenas dantescas, proporcionadas pelos arrastões.
Não vou nem citar os dias de chuva ou os prédios grafitados, pois ficaria aborrecida demais.
Mas, a natureza de vez em quando se lembra de que o carioca esquece, momentaneamente, todas as mazelas da cidade ao acordar num domingo de outono, com um lindo sol a espiar pela janela. É que o brilho do sol na Cidade Maravilhosa é diferente. Tem mais intensidade do que nos outros lugares. Certamente, é uma compensação divina.
Hoje é um desses dias.
Amanhã... Bem, amanhã é um outro dia.

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7 de junho de 2008

O professor não é coitado!

A crise do sistema educacional brasileiro não faz parte das agendas dos governos municipal, estadual e federal, há muito tempo, nem tampouco, da sociedade civil. O que se vê são apenas medidas paliativas e demagógicas, como o sistema de cotas nas universidades públicas e a aprovação automática nas escolas municipais e estaduais.
Tenho lido algumas matérias sobre o assunto e percebo que, em muitas delas, se atribui unicamente ao professor a causa do fracasso da educação em nosso país. Alguns especialistas em Educação, inclusive, são unânimes em afirmar, que a sociedade civil brasileira está começando a acordar e perceber o tremendo prejuízo que significa, para o país, a falência da nossa educação. E, nesse contexto, como não podia deixar de ser, a eficiência do trabalho do professor passou a ser questionada, pois esse profissional é o elemento mais frágil de todo o processo.
Em artigo da revista Veja, intitulado
“Professor não é coitado", o articulista Gustavo Iochpe, baseado em pesquisas e estatísticas, conclui que a realidade da carreira é muito diferente da difundida. ”Apesar de todos esses dados estarem amplamente disponíveis, perdura a visão de que o professor é um coitado e/ou um herói, fazendo esforços hercúleos para carregar o pobre aluno ladeira acima”, afirma.
Em outro artigo, o articulista complementa a sua opinião: “Tenho certeza de que se os professores tiverem o desprendimento de aceitarem realizar uma introspecção honesta e conseguirem identificar suas carências, a sociedade brasileira - por meio de seus representantes eleitos, mas não apenas eles - saberá estender-lhes a mão, sem recriminações, e ajudar-lhes na melhoria das nossas escolas”.
Na verdade, o país perdeu uma excelente chance de transformar a educação brasileira num caso de sucesso, quando optou em negar o modelo educacional concebido por Darcy Ribeiro no governo de Leonel Brizola, no Estado do Rio de Janeiro:os Cieps.
Naquela ocasião, não foram os professores que fizeram uma introspecção honesta no sentido de identificar as suas carências, como sugere o articulista, mas foi o governo estadual quem ofereceu todas as condições, para que o processo ensino-aprendizagem se concretizasse a contento. Enquanto os Cieps atuaram, como inicialmente concebidos, os alunos das escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro receberam uma educação próxima a de países de primeiro mundo. E mais, a grande maioria daqueles professores ainda está na ativa, impotente diante da falta de políticas públicas para o setor.
Mais recentemente, no governo de Fernando Henrique Cardoso foram discutidos os “Parâmetros Curriculares Nacionais” - uma proposta de reformulação da prática educacional no país. No entanto, os objetivos dos mesmos foram sendo esvaziados ao longo dos anos, mais notadamente nos governos subseqüentes, muito mais pelo descaso com que é tratada a educação neste país, do que pelo desinteresse dos professores.
O que temos atualmente são avaliações de todos os tipos aplicadas pelo Ministério da Educação, que diagnosticam a falência educacional, mas não curam a doença.

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Amazônia - a selva que encolhe

As grandes potências mundiais não dão trégua. Elas continuam utilizando a mídia, para que o “mundo” se convença de que o Brasil não tem competência para administrar a Amazônia e, é claro, justificar a criação de uma frente internacional para uma futura tomada de posse – “formal” - daquela região. É o que se pode constatar na matéria de ontem da revista britânica The Economist , (que pode ser lida no G1),a começar pelo título: “Bem-vindo à nossa selva que encolhe”.
Enquanto o presidente Lula, com a sua seriedade de sempre, afirma que a “Amazônia é como água benta” a revista aprofunda a discussão sobre o desmatamento e, o pior, com conhecimento de causa:
-“É quase impossível para o governo brasileiro controlar o desmatamento e a exploração da floresta Amazônica, já que praticamente não há controle sobre a propriedade de terras na região”.
-“Dos 36% da floresta supostamente de propriedade privada, apenas 4% contam com títulos de propriedade regularizados, segundo a organização não-governamental Imazon. Como o governo não sabe quem possui o quê, impor qualquer regra é impossível”.
Mas, há um ponto a ser questionado na matéria: não é impossível para o governo brasileiro controlar o desmatamento e a exploração da floresta. O que falta é vontade política, já que o Brasil dispõe da mais moderna técnica de vigilância por satélite para detectar e medir o desmatamento na Amazônia. São dois sistemas, Prodes e Deter, ambos gerenciados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ( Inpe), como mostra a reportagem da revista Veja de 26 de março de 2008.
O Prodes ( Programa de cálculo do Desflorestamento da Amazônia ) produz imagens mais precisas usadas no cálculo da taxa anual de desmatamento e o Deter ( Detecção de Desmatamento em Tempo Real ) é o sistema de alerta que funciona o ano inteiro e, a cada quinze dias, envia ao Ibama um relatório das áreas desmatadas. Todo esse aparato tecnológico de nada adianta, pois além da fiscalização na região ser quase nenhuma, as leis existentes de controle não são aplicadas.
É nesse vácuo político que entra o oportunismo internacional: já que o governo brasileiro não assume a região, como parte efetiva de seu território, as potências estrangeiras utilizam-se de todo o tipo de subterfúgio para desmoralizar o nosso país junto à opinião pública
mundial.
Outras informações sobre o descaso do governo brasileiro, com relação à região amazônica, podem ser lidas nesta reportagem do jornal O Estado de São Paulo.

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5 de junho de 2008

A educação brasileira agoniza!

A educação brasileira está na UTI, respirando por aparelhos. Depois do desempenho medíocre no PISA (Programme for International Student Assessment), temos a péssima notícia de que o Brasil tem regredido na tarefa de garantir que todas as crianças completem um ciclo básico de ensino.
Motivos para o fracasso da educação brasileira não faltam. As crianças de famílias pobres, por exemplo, enfrentam dificuldades de diversos tipos (transporte, saúde, necessidade de trabalhar para complementar a renda da família)."A família dessas crianças não tem como custear a permanência em um lugar em que não estão aprendendo nada, e elas acabam deixando a escola”, afirma Tatiana Filgueiras, especialista em administração do terceiro setor e coordenadora de avaliação e desenvolvimento do Instituto Ayrton Senna.
Mas, o PISA é uma avaliação que abrange alunos das escolas públicas e privadas e o Brasil ficou muito atrás de outros países sul-americanos. Em uma lista de 57 países, o Brasil ficou em 54.º no ranking geral, sendo o pior da América Latina e atrás, por exemplo, da Colômbia.
O Ministério da Educação defende um aumento de verba para a Educação, com o objetivo de investir em infra-estrutura, currículo, livro didático, alimentação escolar e a informatização das escolas. "Mas se tivesse de eleger uma entre as principais ações seria a questão do professor. Valorização, formação continuada e aquilo que está incluído no compromisso de metas Todos Pela Educação, a responsabilização. Não só do professor, mas de todos aqueles vinculados ao processo educacional", afirma Tatiane Filgueiras.
A especialista tocou no ponto nevrálgico da questão: a valorização do profissional da educação. O professor brasileiro é um profissional desvalorizado, desmotivado e desrespeitado, pois a sua função, atualmente, vai muito além do que o simples ministrar de aulas. A grande queixa dos educadores é com a inversão de valores, pois uma sociedade doente produz famílias desestruturadas, o que obriga a esses profissionais a administrarem, também, os problemas mentais, emocionais, psicológicos, comportamentais e de drogas dos nossos jovens. É um fardo pesado demais para uma só pessoa.
Nas escolas públicas, além conviver com a violência e a precária infra-estrutura, os professores não contam com a participação das famílias. Na maioria das escolas particulares, o objetivo das famílias é que não haja reprovação, pouco atuando para que o jovem tenha um compromisso efetivo com o estudo.
A professora do Departamento de Educação da PUC-Rio, Isabel Lélis concluiu recentemente uma pesquisa, com o apoio do CNPq, sobre a profissão do professor na rede pública. Ela confirma que o clima entre os docentes das escolas públicas é de abandono.”Sem o aparato de uma política educacional e com as famílias cada vez mais distantes, sem acompanhar os alunos, cria-se no professor uma sensação de isolamento, de solidão. É equivocado pensar que os docentes não querem se aperfeiçoar. Com as condições atuais, eles não podem”, afirmou.
Segundo o jornal O Globo, de janeiro a abril deste ano, a rede estadual de ensino do Rio de Janeiro registrou uma média mensal de 5639 profissionais de educação afastados por problemas de saúde. "Na sala de aula, às vezes tenho a sensação de que não existo, tamanho é o desinteresse dos alunos. Meu trabalho parece inútil, desacreditei da Educação", afirmou um professor de Matemática. Vale lembrar que no Estado do Rio de Janeiro o salário do professor está defasado em, pelo menos, 10 anos.
Outro dado importante, sobre o sentimento de frustração do professor brasileiro com a sua profissão, é o relatório da Unesco. Segundo o órgão os professores brasileiros, com exceção apenas de seus colegas uruguaios, são os mais insatisfeitos com seus salários, no comparativo entre 11 países em desenvolvimento.
Todos esses dados são sintomáticos: a escola reflete a organização e atuação da sociedade. O que se pode esperar de uma sociedade fragmentada, que convive diariamente com a violência e a impunidade? Como uma sociedade pode ser atuante se os seus governantes, parlamentares e autoridades estão envolvidas com todos os tipos de crimes e delitos?
Infelizmente, o professor brasileiro não conseguirá sozinho eliminar a ignorância. Todos são unânimes em afirmar que a Educação é fundamental, no entanto, ninguém se preocupa em ajudar o professor no seu trabalho. Quem sabe a partir de agora caiba ao professor adicionar às suas funções, uma nova tarefa: a de milagreiro.

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3 de junho de 2008

Amazônia à venda !

Do site do Fantástico:
Johan Eliasch é milionário, dono de uma das maiores marcas de material esportivo do mundo. É sueco e tem cidadania britânica. Na Inglaterra, foi um dos financiadores do Partido Conservador, de oposição. Mas, em 2007, mudou de lado. Agora, apóia os trabalhistas e é consultor do primeiro-ministro Gordon Brown para assuntos ambientais.
No Brasil, seu nome só era citado como marido da socialite paulista Ana Paula Junqueira. Mas, esta semana, Eliasch virou manchete dos jornais. As terras que comprou na Amazônia e a ONG que ele comanda estão sendo investigadas pelo governo brasileiro.
Em Londres, Patrícia Poeta entrevistou Johan Eliasch, para o Fantástico.
Na entrevista, Johan afirma que não está comprando a Amazônia aos pedacinhos e que as terras que possui na região não foram compradas por ele, mas sim através de sua empresa, com o objetivo de protegê-las. Disse ainda que nunca foi notificado sobre qualquer investigação: “Tenho certeza que a Cool Earth operou e atua de acordo com todas as leis, brasileiras, inglesas ou quaisquer outras leis”.
Perguntado sobre o que acha das pessoas no Brasil o verem como um invasor, Johan afirmou:”Acho que é uma invenção da imprensa brasileira, talvez inspirada por razões políticas. Mas minhas intenções são apenas... Eu gosto do Brasil, acho que é um lugar maravilhoso. Eu também gosto de árvores, floresta. Estou apenas tentando ajudar a proteger a Floresta Amazônica. É isso”.
Meu comentário: aí tem truta!
Link para o vídeo da entrevista no Fantástico aqui.
No G1 outras informações.

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1 de junho de 2008

Minha homenagem à "il Belpaese"

Amanhã se comemora o Dia Nacional da República Italiana. É uma boa data para relembrar os principais motivos que fizeram com que os nossos antepassados italianos abandonassem a pátria-mãe: a fome e a miséria – conseqüências da Itália unificada.
O gesto heróico sempre foi motivo de orgulho para nós oriundi, pois apesar do trabalho árduo e das precárias condições de sobrevivência que aqui encontraram, nunca se deixaram abater. O Brasil deve muito a essa gente, que doou a sua alma à terra que a acolheu.
Quando criança ouvia os professores explicarem a respeito da melancolia que acometia os escravos negros, causada pela saudade da terra natal, e comparava com o sentimento de perda dos meus familiares. Os italianos, ao seu modo, também sentiam muita saudade da Itália. Chegava a doer na alma, ouvi-los cantar as músicas tradicionais italianas. Não eram cânticos de felicidade. Eram cânticos de nostalgia, sabedores de que nunca mais voltariam à terra natal.
Nos almoços de domingos, quando as famílias, sempre numerosas, se reuniam, os mais velhos contavam histórias sobre a Itália, sempre na companhia de uma bela massa e de um vinho delicioso. Era uma maneira terna de se manter a pátria o mais próximo possível de seus corações e cultivar, nos jovens, as tradições e o apreço pela terra que foram obrigados a abandonar. Acho que eles foram muito felizes nessa empreitada, pois não conheço nenhum oriundi que não se orgulhe de ter em suas veias o sangue do “il Belpaese”.
Quem é oriundi , como eu, pode obter informações sobre seus antepassados no site:

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