21 de junho de 2008

De quem é a culpa?

“Tudo começou no governo FHC”.
Esse é a senha mais utilizada para justificar a roubalheira generalizada do governo atual.Se essa frase fosse repetida por militantes pelegos do partido do governo, eu até faria um esforço sobrenatural para entender. Mas, não. Há muita “gente boa” que repete essa senha, à simples menção do nome do presidente atual.
Caberia duas perguntinhas simples nesse contexto à luz da lógica, evidentemente: estamos aqui a discutir ou defender qual é o melhor ladrão? Ou ainda: será que no próximo mandato presidencial, caso a roubalheira seja ainda maior, vamos ter de conviver com a justificativa de que, se até um legítimo representante do povo sucateou o país, porque então, um outro cidadão não poderia fazê-lo? Dentro de pelo menos três mandatos, estaríamos todos esmolando pelas ruas.
É uma pena que muitos brasileiros encarem a política como uma agremiação esportiva, onde o amor ao time do coração é incondicional. Eu torço por ele e estamos conversados.
No entanto, é bom que lembremos todos os segundos do dia, seja santo ou não, que os nossos governantes são antes de tudo “nossos empregados”. Eles foram eleitos para nos servir e muito bem. Somos nós que pagamos os seus altos salários e suas benesses.
Mas não é bem assim que a “banda toca”. Enquanto as famílias de nossos políticos estão “numa boa”, seus filhos muito bem encaminhados na vida e seus proventos garantidos “ad eternun” nós, os brasileiros comuns, arcamos com a carga tributária mais escorchante do planeta Terra, e recebemos como retorno, hospitais caindo aos pedaços, escolas públicas de péssima qualidade, uma aposentadoria ridícula, violência generalizada e corrupção desenfreada. Será que gostamos de ser tratados assim?
Eu não acredito que, se ao empregarmos no seio da nossa família um indivíduo que passe a nos roubar sem nenhum constrangimento e que ao ser pego “ com a mão na botija”, seja por nós perdoados com um simples “eu não sabia” ou um singelo pedido de desculpas.
Estudiosos sobre o comportamento dos eleitores - principalmente o de eleitores do terceiro mundo - apontam que é a imaturidade política quem define essa defesa incondicional do seu candidato: se ele venceu as eleições, eu também venci. Daí se o “tal cara” que recebeu o meu voto se comportar de modo equivocado no seu mandato, eu passo a me comportar como crianças pequenas, saindo pela tangente e culpando o outro. Sabe aquela velha historinha de que o vaso se quebrou porque se jogou de cima da mesa? É mais ou menos isso!
Por um outro lado, segundo especialistas, é muito mais cômodo e menos cansativo seguir a maioria, esteja ela certa ou não, pois o trabalho mental é infinitamente menor e faz um bem enorme a auto-estima, já que serão alguns poucos os que irão ser “do contra”.
E para que precisamos cansar o nosso cérebro com “picuinhas” ou com “coisas pequenas”, não é mesmo?

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