7 de junho de 2008

Amazônia - a selva que encolhe

As grandes potências mundiais não dão trégua. Elas continuam utilizando a mídia, para que o “mundo” se convença de que o Brasil não tem competência para administrar a Amazônia e, é claro, justificar a criação de uma frente internacional para uma futura tomada de posse – “formal” - daquela região. É o que se pode constatar na matéria de ontem da revista britânica The Economist , (que pode ser lida no G1),a começar pelo título: “Bem-vindo à nossa selva que encolhe”.
Enquanto o presidente Lula, com a sua seriedade de sempre, afirma que a “Amazônia é como água benta” a revista aprofunda a discussão sobre o desmatamento e, o pior, com conhecimento de causa:
-“É quase impossível para o governo brasileiro controlar o desmatamento e a exploração da floresta Amazônica, já que praticamente não há controle sobre a propriedade de terras na região”.
-“Dos 36% da floresta supostamente de propriedade privada, apenas 4% contam com títulos de propriedade regularizados, segundo a organização não-governamental Imazon. Como o governo não sabe quem possui o quê, impor qualquer regra é impossível”.
Mas, há um ponto a ser questionado na matéria: não é impossível para o governo brasileiro controlar o desmatamento e a exploração da floresta. O que falta é vontade política, já que o Brasil dispõe da mais moderna técnica de vigilância por satélite para detectar e medir o desmatamento na Amazônia. São dois sistemas, Prodes e Deter, ambos gerenciados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ( Inpe), como mostra a reportagem da revista Veja de 26 de março de 2008.
O Prodes ( Programa de cálculo do Desflorestamento da Amazônia ) produz imagens mais precisas usadas no cálculo da taxa anual de desmatamento e o Deter ( Detecção de Desmatamento em Tempo Real ) é o sistema de alerta que funciona o ano inteiro e, a cada quinze dias, envia ao Ibama um relatório das áreas desmatadas. Todo esse aparato tecnológico de nada adianta, pois além da fiscalização na região ser quase nenhuma, as leis existentes de controle não são aplicadas.
É nesse vácuo político que entra o oportunismo internacional: já que o governo brasileiro não assume a região, como parte efetiva de seu território, as potências estrangeiras utilizam-se de todo o tipo de subterfúgio para desmoralizar o nosso país junto à opinião pública
mundial.
Outras informações sobre o descaso do governo brasileiro, com relação à região amazônica, podem ser lidas nesta reportagem do jornal O Estado de São Paulo.

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