8 de junho de 2008

Rio de Janeiro

A violência se incorporou, de vez, à paisagem e ao cotidiano da cidade do Rio de Janeiro. Quem tinha o hábito de consultar a meteorologia ou a situação do trânsito antes de sair de casa deve, agora, se informar se houve confronto entre quadrilhas rivais, na madrugada, em determinados morros cariocas, se algum ônibus foi queimado em protesto em alguma via de acesso, se algum juiz concedeu liminar para que os caminhões de entrega circulem livremente antes das 10 horas da matina e após às 16 horas da tarde ou, ainda, se as gangues, que estavam praticando seqüestros relâmpagos, já foram devidamente presas.
E se tiver um jogo importante no Maracanã, à noitinha , é melhor mudar o itinerário e voltar para casa , pelo menos, uns trinta minutos após o início do jogo.
Os programas noturnos devem ser antecedidos de um rigoroso esquema de deslocamento. Ir à Barra da Tijuca, via Alto da Boa Vista, após às dez horas da noite, nem pensar. Lá são comuns as blitz fake.
As praias cariocas decantadas em prosa e verso podem, de repente, se transformar num cenário de filme de horror com cenas dantescas, proporcionadas pelos arrastões.
Não vou nem citar os dias de chuva ou os prédios grafitados, pois ficaria aborrecida demais.
Mas, a natureza de vez em quando se lembra de que o carioca esquece, momentaneamente, todas as mazelas da cidade ao acordar num domingo de outono, com um lindo sol a espiar pela janela. É que o brilho do sol na Cidade Maravilhosa é diferente. Tem mais intensidade do que nos outros lugares. Certamente, é uma compensação divina.
Hoje é um desses dias.
Amanhã... Bem, amanhã é um outro dia.

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