4 de janeiro de 2009

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em vigor no Brasil desde 1o de janeiro, tem por objetivos por fim a várias grafias praticadas pelos países da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) - que reúne, além do Brasil, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste – e dar maior visibilidade ao idioma.
Arte/Folhaonline

No Brasil, especialistas têm afirmado que absorver a mudança ortográfica não será difícil (leia aqui e aqui), mas a escritora portuguesa Inês Pedrosa diz que o Acordo Ortográfico é pirata. Segundo ela, o novo sistema ortográfico é "um acordo em desacordo", além de "falso" e "pirata".
Em entrevista a Folhaonline, o Ministro da Cultura de Portugal, José Pinto Ribeiro, explicou porque alguns escritores e poetas portugueses estão resistindo às mudanças:
“Há uma alteração na ortografia portuguesa, como há na ortografia do português escrito no Brasil, que perturba alguns dos escritores e poetas, que têm uma relação com a língua quase física. As pessoas que são poetas sentem que as palavras têm cheiro, cor, volume, densidade, peso. Quando a gente escreve, durante anos, cisne com "y" e passa a escrever sem aquilo, perturba. Fernando Pessoa disse, quando houve a reforma ortográfica de 1911: "eu vou continuar a escrever cisne com 'y' porque isso me lembra e é mais conforme com o pescoço comprido do animal".
Já a professora Stella Maris Bortoni-Ricardo, lingüista e membro da Comissão de Língua Portuguesa (COLIP) no ministério da Educação (MEC), que, juntamente com o ministério das Relações Exteriores e da Cultura, lidou com a questão da reforma ortográfica no Brasil, afirmou:
“Essa colaboração é de extrema importância se os países lusófonos quiserem que a Língua Portuguesa ganhe destaque mundial. Atualmente, a sétima língua mais falada do mundo ainda não conseguiu entrar para o rol das línguas oficiais de órgãos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU). Isso por que, todos os documentos publicados em português têm que ser disponibilizados em duas vias: português brasileiro e português de Portugal”.

Pois eu acho uma bobagem terem desenterrado um acordo de 1990. A preocupação maior do governo federal deveria ser com o contingente de brasileiros, que saem da escola sem saber ler e escrever e, a partir daí, formular políticas públicas sérias com o objetivo de proporcionar aos estudantes brasileiros uma escola pública de qualidade.
Mas, se a lei já está em vigor não há o que reclamar. Só sinto pena de ter de abandonar o trema, que eu acho um charme: tranqüilo, eqüilátero, conseqüência, eloqüência, freqüência, inconseqüente,...

Leia aqui:Tabela com as modificações em versão para imprimir (Folhaonline)

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