• Estes são os posts do marcador "Cidadania"
  • 23 de agosto de 2009

    Sacolas plásticas causam danos ambientais

    Esta semana recebi um convite da Cybele Meyer, para participar da blogagem coletiva intitulada “Meu consumo é consciente” , cujo selo já está na sidebar do Papo&Cia.
    O convite me fez lembrar o projeto aprovado pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, em vigor desde o dia 16 de julho, que obriga todos os estabelecimentos comerciais, localizados no Estado, a deixar de usar sacolas plásticas descartáveis e substituí-las por bolsas feitas de material reutilizável. Os estabelecimentos comerciais, que fazem uso de sacos plásticos, terão de seis meses a três anos para realizar a substituição, a contar da entrada em vigor da lei. Todos, entretanto, terão o prazo de um ano para afixar, junto aos locais de embalagens de produtos e aos caixas de pagamento, placas informativas com os seguintes dizeres:

    "Sacolas plásticas convencionais dispostas inadequadamente no meio ambiente levam mais de 100 anos para se decompor. Colaborem descartando-as, sempre que necessário, em locais apropriados à coleta seletiva. Traga de casa a sua própria sacola ou use sacolas reutilizáveis".

    A lei se enquadra nos princípios da campanha do Ministério do Meio Ambiente “Saco é um Saco” – cujo principal objetivo é reduzir o consumo das sacolas plásticas no Brasil, que hoje chega aos 12 bilhões de unidades por ano.
    Os sacos e sacolas plásticas são produzidos a partir do petróleo ou gás natural, dois tipos de recursos não-renováveis. Depois de extraído, o petróleo passa pelo refino, que emite gases de efeito estufa e efluentes. Daí, a importância do uso de sacolas reutilizáveis.


    O Ministério do Meio Ambiente aposta no consumo consciente, para diminuir o impacto ambiental coletivo, isto é, o consumidor pode, por meio de suas escolhas, minimizar os impactos negativos dos seus atos de consumo às condições de vida no planeta e contribuir para a construção de um mundo melhor.
    Outras informações sobre a campanha do Ministério do Meio Ambiente no link: campanha do Ministério do Meio Ambiente

    Continue lendo >>

    4 de dezembro de 2008

    Fator previdenciário ainda em discussão

    As propostas do senador Paulo Paim (PT-RS), que prevêem o fim do fator previdenciário, ainda não foram votadas na Câmara Federal.
    Alguns dados novos acirraram a discussão.
    De um lado da contenda está o governo federal, que apresentou uma nova arma para que as propostas não sejam aprovadas: o aumento da expectativa de vida do povo brasileiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer da população brasileira aumentou cinco anos, seis meses e 26 dias, passando de 67 anos para 72,57 anos (leia aqui).
    Do outro lado Paulo Paim e os senadores, que apóiam o projeto, receberam reforços das centrais sindicais e de deputados federais do partido dos trabalhadores, que garantiram votos favoráveis às propostas. São reforços de peso, não há dúvida.
    No momento, o Presidente da República está numa encruzilhada. Não pode usar a crise financeira mundial para justificar a não aprovação do projeto de Paim, já que afirmou inúmeras vezes que o Brasil não seria atingido por ela. Necessita, com urgência, de medidas que mantenham sua popularidade em alta, pois o seu índice de aceitação, devido à crise, já começa a cair, o que afetaria as suas aspirações de fazer o seu sucessor em 2010.
    Por ironia do destino, a crise financeira mundial pode ser benéfica para as pretensões dos aposentados brasileiros.
    Para ganhar fôlego nessa disputa, a estratégia do governo tem sido aceitar discutir as propostas de Paim, mas não apresentar nenhuma contraproposta, o que tem irritado as centrais sindicais.
    Fica uma pergunta no ar: por que o IBGE apressou-se em divulgar o aumento da expectativa de vida do brasileiro, logo agora que o fim do fator previdenciário está em discussão?
    Eu sei a resposta e penso que você também sabe.

    A pressão da população não pode parar:
    Fale com o deputado
    Fale com a presidência

    Para obter outras informações sobre o fim do fator previdenciário, clique no link abaixo:
    Centrais sindicais estão insatisfeitas com a ausência de propostas do governo federal

    Continue lendo >>

    30 de novembro de 2008

    Precisamos fazer mais

    Li certa vez que o povo brasileiro faz piada de sua própria condição, porque nunca vivenciou tragédias de grandes proporções, como guerras mundiais, holocausto, grandes epidemias, erupção de vulcões, terremotos, furacões ou tsunamis. Nunca, os cidadãos brasileiros tiveram a necessidade de lutar para reconstruir o seu país, após ter sido este devastado por uma guerra mundial.
    E mais, protegido das tragédias ambientais e de graves conflitos entre países, o povo brasileiro vive feliz, apesar da corrupção, da pobreza, do descaso dos nossos políticos, da violência e dos serviços públicos precários. Talvez isso explique a característica do cidadão brasileiro que é mais citada e invejada pelo hemisfério norte: a alegria.
    É como se as desgraças alheias fossem virtuais, abstratas e fizessem parte do enredo daqueles filmes sobre grandes catástrofes. Emocionamo-nos e choramos pelos “outros”, dando graças à providência divina por não ter acontecido conosco.
    A pecha, que vergonhosamente carregamos, de que, no Brasil, todo conflito termina em samba ou numa churrascada regada à cerveja parece, mesmo, ser verdadeira.
    Dito isso, penso que as doações, em dinheiro, do brasileiro ao povo de Santa Catarina, devastada pela natureza, ainda são muito tímidas se comparadas com o número de ligações telefônicas que são feitas para eliminar um participante do reality show Big Brother Brasil, semanalmente, durante os três meses que dura a atração. O Big Brother Brasil é divertimento, alienação e descompromisso. Talvez, esteja aí a sua grande audiência e apelo popular.
    A Defesa Civil de Santa Catarina arrecadou, até o momento, pouco mais de 3 milhões de reais, dos quais mais da metade foram doações de instituições privadas, o que demonstra que os cidadãos brasileiros, não estão participando, a contento, da corrente humanitária em prol das vítimas daquele notável estado da nossa federação.
    O pior é que a Defesa Civil catarinense vem fazendo graves denúncias de que aproveitadores estão enviando falsos e-mails (leia aqui) pedindo doações em dinheiro para as vítimas das chuvas em Santa Catarina. Há até a denúncia de que um brasileiro que mora na Inglaterra abriu uma conta corrente para enriquecer às custas da tragédia.
    Para colaborar, em dinheiro, com o povo de Santa Catarina e não ser enganado por falsos-emails, clique no site da Defesa Civil (www.defesacivil.sc.gov.br) ou nas páginas eletrônicas da grande imprensa (O Globo, Estadão, Folha) e informe-se sobre as contas correntes que estão recebendo doações.
    Colabore!
    Seja solidário!

    Outras informações sobre a tragédia, clique no link abaixo:
    Chuvas em Santa Catarina

    Continue lendo >>

    29 de novembro de 2008

    Vale a pena continuar consumindo?

    Campanha anti-consumismo da Adbusters
    Acabo de ler no Estadão as considerações de Marilena Lazzarini, uma das criadoras do Procon em 1976 e do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) dez anos depois, sobre as conseqüências do consumismo irresponsável em épocas de crise.
    Numa entrevista lúcida e coerente, Marilena sugere que o mundo se localize, antes de fazer a roda girar intensamente no padrão atual:
    "Esse modelo de consumo desregulado falhou, e estimulá-lo parece uma loucura. Seria acelerar um automóvel com defeito, tendo no banco do passageiro um cidadão mal informado pelas empresas, mal amparado pela legislação e com tendência ao superendividamento”.
    A especialista foi corajosa ao rebater o governo federal, que continua a incentivar os brasileiros a consumirem, apesar da grave crise mundial.
    Os cidadãos brasileiros devem ficar atentos à propaganda governamental que deve lançar uma ofensiva publicitária para mostrar a necessidade de as pessoas continuarem comprando. Com o slogan "O mundo aprendeu a respeitar o Brasil, e o Brasil confia nos brasileiros", a campanha começará a ser veiculada na mídia a partir de 10 de dezembro.

    Na entrevista, Marilena Lazzarini responde à perguntas como estas:

    Diante de tanto incentivo ao consumo por parte dos governos, é hora de gastar ou de poupar?

    Nosso Código de Defesa do Consumidor não é eficaz?

    Há muitas pessoas endividadas no Brasil?

    E se a pessoa não se endividar? Vale consumir à vista para aquecer a economia?

    E a questão dos juros?

    O brasileiro já demonstra medo de perder o emprego?

    Qual é nosso modelo de consumo?

    O que passa a ser produto essencial num momento de recessão?

    Para acessar a entrevista na íntegra e ler as considerações de Marilena Lazarinni, clique aqui.

    Continue lendo >>

    26 de novembro de 2008

    SOS - Santa Catarina

    Os principais sites brasileiros, como por exemplo,o da revista Veja (clique aqui) estão a todo o momento atualizando as informações sobre a tragédia no Estado de Santa Catarina e orientando os brasileiros de todos os cantos do país, sobre a melhor forma de enviar ajuda ao povo catarinense.

    No site da Defesa Civil do Município do Rio de Janeiro (leia aqui) pincei as seguintes informações:

    SOS SANTA CATARINA – Saiba como ajudar

    As pessoas do município do Rio de Janeiro que quiserem fazer doações de alimentos e roupas às vítimas das chuvas e enchentes no estado de Santa Catarina, devem procurar a sede da Defesa Civil Municipal (Rua Visconde de Santa Isabel, 32, em Vila Isabel). Além da Sede da Defesa Civil e seus Núcleos, estaremos recebendo também na sede das Coordenações de Área e Regiões Administrativas, conforme endereços a seguir:

    - Sede da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro – Brigada de Incêndio (subsolo)
    Rua Afonso Cavalcanti, 455 - Cidade Nova

    - Sede da Defesa Civil da Prefeitura
    Rua Visconde de Santa Isabel, 32 - Vila Isabel

    - Núcleo da Defesa Civil em Irajá (XIV R.A.)
    Avenida Monsenhor Félix, nº 512 – Irajá

    - Núcleo da Defesa Civil no Méier (XIII R.A.)
    Rua Vinte e Quatro de Maio, nº 931 – Méier

    - Núcleo da Defesa Civil em Pedra de Guaratiba
    Rua Belchior da Fonseca, s/nº - Pedra de Guaratiba

    - Núcleo de Defesa Civil na Barra da Tijuca (XXIV R.A.)
    Avenida Ayrton Senna, nº 2001 - Barra da Tijuca

    - Núcleo de Defesa Civil na Pavuna (Coord de Área da Zona Norte)
    Rua Luiz Coutinho Cavalcanti, 576 – Guadalupe

    - Coordenadoria de área (Subprefeitura) – Copacabana
    Avenida Epitácio Pessoa, nº 3000 – Parque da Catacumba – Lagoa

    - Coordenadoria de área (Subprefeitura) - Grande Méier
    Rua Vinte e Quatro de Maio, nº 931- fds. – Méier

    - Coordenadoria de área (Subprefeitura) - Ilha do Governador
    Rua Orçadas, nº 435 – Ilha do Governador

    - Administração Regional Inhaúma
    Rua Adhemar Bebiano, nº 3151 – Inhaúma

    A situação em Santa Catarina é dramática.
    Milhares de brasileiros estão se mobilizando para ajudar os catarinenses.
    Faça a sua parte.

    Continue lendo >>

    23 de novembro de 2008

    Aposentados - a luta continua

    O governo federal continua pressionando a sua base aliada na Câmara Federal, para que não aprove os projetos de lei do senador Paulo Paim (PT-RS), que corrigem as aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) e recompõem o poder aquisitivo das aposentadorias e pensões pagas pela Previdência Social.
    O ministro da Previdência Social, José Pimentel, tem sido "incansável" na sua tarefa de convencer os deputados federais, de que os cofres públicos não suportariam os gastos adicionais com a correção das aposentadorias e pensões.
    No entanto, o senador Paulo Paim tem afirmado que os números apresentados pelo governo federal carecem de um estudo mais aprofundado. Segundo ele, o governo federal tem feito um verdadeiro “terrorismo” com a causa dos aposentados:
    “O que nós queremos é encontrar uma alternativa viável, não com esse terrorismo que muitos estão fazendo aí, colocando números absurdos. Alguns falam de R$ 120 bi, outros em R$ 8 bi, outros em R$ 4 bi, outros falam em R$ 27 bi, outros em R$ 56 bi, tem número pra todo gosto. É muita irresponsabilidade na forma de colocar os números. Nós queremos é discutir com seriedade. Temos que manter a tranqüilidade, fazer um diálogo maduro", disse o senador Paim.
    Em 21 de novembro Paulo Paim foi à tribuna do senado para mostrar os números que havia lido na tarde do dia anterior, durante a votação dos créditos suplementares ao Orçamento da União e foi categórico:
    “Insisto ao dizer que a previdência é Superavitária e o que ocorre é que seus recursos são desviados para outras áreas.”
    Para verificar os números apresentados pelo senador, clique aqui.

    Para pressionar a aprovação desses projetos, um grupo de senadores chegou a fazer vigília esta semana no Senado Federal, após reunião com o ministro da Previdência Social em que não se chegou a acordo algum com o governo. O Executivo, no entanto, ficou de apresentar uma proposta, na próxima quarta-feira, para mais uma tentativa de negociação.
    A campanha em prol dos nossos aposentados não pode parar. Nossos deputados estão recebendo milhares de e-mails de todos os cantos do país, exigindo que a proposta de Paim seja aprovada.
    Participe também dessa campanha, divulgando a todos os seus contatos as últimas notícias sobre o andamento das discussões na Câmara Federal e, principalmente, enviando e-mails aos parlamentares.

    Entre nos links abaixo e cobre a aprovação dos projetos do senador Paulo Paim:
    Fale com o deputado

    Continue lendo >>

    15 de novembro de 2008

    Em respeito aos aposentados

    Uma das maiores injustiças sociais praticadas no nosso país é o tratamento que o governo federal dispensa aos nossos aposentados, que após anos a fio trabalhando e contribuindo para a Previdência Social, vêm seus proventos aviltados em nome de um suposto equilíbrio das finanças do sistema previdenciário brasileiro.
    A polêmica do momento são as propostas do senador Paulo Paim (PT-RS) que prevêem o fim do fator previdenciário e a correção de todos os benefícios pagos pela Previdência a fim de que os aposentados recuperem a quantidade original de salários mínimos com que se aposentaram, além da criação do Índice de Correção Previdenciária (ICP), um mecanismo para manter o poder de compra das aposentadorias e pensões.
    Os projetos já passaram em definitivo pelo Senado e estão liberados para votação na Câmara - um deles, porém, ainda pode ser submetido ao plenário do Senado.
    Mas, o desejo do Ministério da Previdência Social é de que as propostas não sejam ratificadas na Câmara Federal, sob a alegação de que provocarão um rombo no sistema. A esperança do Ministro da Previdência é a de que, tendo o governo maioria na Câmara Federal, a proposta não seja aprovada. E o pior, o Ministro da Previdência conta com o veto do Presidente da República ao projeto do senador Paim.
    Se o projeto for aprovado na Câmara Federal e vetado pelo Presidente da República, estaremos diante de um crime hediondo, já que outros setores da sociedade brasileira foram beneficiados por decisões, muitas das quais sem nenhum cabimento, como as indenizações milionárias recebidas pelo cartunista Jaguar e o escritor Ziraldo.
    Além disso, entidades pseudo-filantrópicas estão sendo beneficiadas pela anistia de suas dívidas, congressistas aumentam os seus salários quando lhes convém, centrais sindicais não precisam apresentar as suas contas ao TCU, a máquina administrativa tem aumentado consideravelmente sem necessidade e o Banco Central está injetando bilhões de reais em setores para salvar da falência bancos e empresas. Sem contar com a "doação" de instalações da Petrobrás à Bolívia, investimentos bilionários em Cuba, perdão das dívidas de países africanos e outras benesses a países vizinhos.
    Não podemos ainda nos esquecer dos mensalões, da aposentadoria precoce dos nossos políticos, da gastança com os cartões corporativos, da "dinheirama" recebida por ongs e afins e de que as verbas do bolsa-família, a menina dos olhos do presidente, saem dos bolsos dos contribuintes brasileiros.
    Em resumo: há dinheiro "a rodo" no Brasil para tudo e para todos, menos para os aposentados.
    É por essas e outras que a sociedade brasileira deve exigir do Congresso Nacional, o quanto antes, a aprovação das propostas do senador Paulo Paim e o compromisso do Presidente da República de não vetá-las, pois os que hoje ainda trabalham e contribuem para a Previdência, no futuro quando se aposentarem, sofrerão também perdas salariais e estarão nas mesmas condições de penúria a que se encontram os que já se aposentaram. Portanto, essa situação não é pontual, mas de interesse da sociedade brasileira como um todo.
    Se o sistema previdenciário brasileiro está deficitário é muito mais em função da má gestão, dos desvios de verbas e de gangues que praticaram e praticam toda sorte de fraudes e falcatruas, do que o suposto peso dos proventos de nossos aposentados. Cabe a quem de direito punir os criminosos, fiscalizar e higienizar o sistema previdenciário brasileiro e não punir àqueles que contribuíram a vida toda com parte do seu salário, a fim de que pudessem ter uma velhice digna sem ter de depender de seus filhos para tal.
    Uma das formas de pressão para que a decisão da Câmara Federal e do Presidente da República sejam em benefício dos nossos aposentados é enviar e-mail aos deputados federais e à presidência da República, exigindo mais respeito com os nossos aposentados.
    E àqueles que duvidam do nosso poder de pressão, lembro que a CPMF não foi aprovada graças a "grita" dos cidadãos, que entupiram a caixa de correio eletrônico dos nossos congressistas.
    Links importantes para o nosso protesto:

    Continue lendo >>

    2 de novembro de 2008

    Movimento Pró-Democracia

    A eleição municipal deste ano na cidade do Rio de Janeiro ficará marcada como a mais suja dos últimos tempos. Desde que terminou o primeiro turno, até o momento de se confirmar o voto na urna eletrônica no segundo turno, os cariocas percebiam que havia um clima tenso na cidade, tanto é que não houve comemoração nas ruas, após a vitória do candidato Eduardo Paes do PMDB.
    Como bem disse o candidato Fernando Gabeira do PV, para ser vitorioso no Rio de Janeiro ele teria de vencer a força das máquinas federal e estadual, bem como uma campanha milionária de seu adversário.
    Gabeira foi derrotado nas urnas, mas deixou uma mensagem otimista àqueles que acreditam que ainda é possível reverter a canalhice que se tornou a política nacional.
    O primeiro passo foi dado ontem no centro da cidade, onde pelo menos 3000 jovens protestaram contra as supostas irregularidades na campanha do candidato peemedebista.As belas imagens do movimento são um alento de que nem tudo está perdido neste país.


    Outras informações sobre o protesto, clique no link abaixo:
    Revival dos “caras-pintadas”

    Jovens vão às ruas no Rio

    Continue lendo >>

    28 de setembro de 2008

    De arrastão em arrastão...

    Os arrastões do asfalto viraram moda na cidade do Rio de Janeiro. Hoje ocorreram mais dois: um, na Avenida Radial Oeste, próximo ao estádio do Maracanã e o outro, na Avenida Brasil. Na Avenida Brasil um cidadão foi morto, ao resistir ao assalto (leia aqui).
    O faroeste urbano diário passou a ser banal na cidade maravilhosa, e ao contrário dos filmes de John Wayne, o mocinho tem sido, sempre, o perdedor. Mas, pudera, os mocinhos cariocas e fluminenses, assim como, paulistas, mineiros e todos os demais brasileiros estão meio que paralisados diante da onda de otimismo, que tomou conta do país. Atualmente as mídias não falam em outra coisa, a não ser das sucessivas descobertas de petróleo na bacia de Santos, da popularidade do presidente que está aos píncaros, do aumento substancial da classe média, do poder de consumo que cresceu vertiginosamente e da blindagem da economia brasileira frente à crise norte-americana. Todas assertivas falaciosas. E o pior, muitos acreditam, como no passado, no “país das maravilhas”, no novo “éden tupiniquim”.
    Infelizmente todos esses fatores de pujança nacional esbarram na realidade do cotidiano: hospitais públicos caindo aos pedaços, violência crescente, educação pública de péssima qualidade, corrupção que corrói a democracia, má gestão do dinheiro público, desvios de verbas públicas, tropas federais para garantirem as eleições e os três poderes contaminados.
    Qual é o saldo dessa utopia? Negativo, certamente.
    O Congresso Nacional, a Assembléia Legislativa e a Câmera de Vereadores - caixas de ressonância dos anseios populares – que deveriam se desdobrar para atender os pedidos da sociedade estão também, convenientemente, paralisados. Se não há cobrança, não há ações.
    Certa está Maria Bethânia, que no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na semana passada, desabafou: "Sou brasileira. Responsável e séria. Por isso mesmo, me zango muito. E cada vez que vejo essa palhaçada, essa mentira, esse Brasil virtual, poderoso, paraíso, fico gelada, porque parece que a gente é maluca, mas não é. (...) Esse Brasil que é anunciado todos os dias, maravilhoso, melhor dos melhores, que vai ser o maior produtor de petróleo do mundo... Gente dá um tempo! Veja um pouquinho mais de perto, chegue mais perto... Está tudo muito longe, desfocado, um paraíso que eu não consigo ver daqui. (...) Não gosto de ser tratada como imbecil".
    E assim, de arrastão em arrastão e sob espessa “cortina de fumaça”, vamos em frente. Há outra saída?

    Continue lendo >>

    31 de agosto de 2008

    A "marcha branca" mexicana

    Milhares de mexicanos foram às ruas neste sábado em cerca de 70 cidades do país para protestar contra a criminalidade, os seqüestros e a corrupção policial. (Foto:Alfredo Estrella/AFP)


    Tenho a leve impressão de que a sociedade brasileira é a mais “anestesiada” do planeta Terra. A água que jorra de nossas torneiras deve conter alguma espécie de antídoto que inibe os indivíduos de enxergar, com clareza, que alguma coisa deve ser feita para estancar a violência crescente no nosso país.
    Milhares de mortes ocorrem no Brasil, anualmente, com a conivência e cumplicidade das nossas autoridades e instituições e nenhuma delas vêm a público, para indicar que há uma luz no fim do túnel. E a sociedade civil, que deveria cobrar providências imediatas a quem de direito, apenas fica chocada com a barbárie que domina os noticiários da tv, jornais e revistas.
    No México, no dia de ontem, milhares de manifestantes saíram às ruas para exigir das autoridades medidas mais eficientes para combater a violência, ligada principalmente ao tráfico de drogas e que já provocou a morte de 2.714 pessoas desde o início deste ano. Quantas mortes ocorreram no Brasil no mesmo período?
    Segundo o levantamento da Ong
    Rio de Paz, somente o Estado do Rio de Janeiro enterra, anualmente, 8 mil pessoas vítimas de homicídio. Segundo a Ong se for somado a essa estatística o número de pessoas assassinadas que constam na lista de desaparecidos - cerca de 4.633 no ano passado - essa cifra pode chegar a mais de dez mil homicídios.
    A “marcha branca” mexicana é de fazer inveja a todos os brasileiros, não é mesmo?

    Continue lendo >>

    25 de junho de 2008

    Homenagem à dona Ruth Cardoso

    “Quando morre um mestre é como se uma biblioteca inteira se incendiasse” (antigo provérbio africano)

    Morreu ontem na cidade de São Paulo a professora e antropóloga Ruth Cardoso.
    De todos os relatos que li a respeito da ex-primeira dama, o mais marcante foi, sem dúvida, o da jornalista Miriam Leitão:
    “Ruth Cardoso modernizou o papel de mulher do presidente no Brasil e marcou profundamente as políticas sociais brasileiras. Ela sempre rejeitou a expressão "primeira-dama", mas, depois dela, a denominação ganhou outro sentido.
    Nunca houve uma primeira dama assim, e talvez demore a aparecer alguém com o mesmo conjunto de virtudes. Ruth era inteligente, culta, discreta e extremamente capaz. A sua idéia de criar o Comunidade Solidária acabou com o estigma de que a mulher do presidente da República, quanto tem alguma ação social, tem que ser necessariamente de políticas assistencialistas. No Comunidade Solidária, o Estado tinha o papel de coordenação entre o setor privado e a população carente. Empresas passaram a adotar cidades com alto índice de analfabetismo, ou passaram a patrocinar determinadas causas ou regiões. O Estado era apenas o elo entre o patrocinador e o cidadão. Ruth teve um papel fundamental na decisão de levar para nível federal a idéia do Bolsa Escola, que nasceu em Campinas em 1995. Teve também papel importante na mudança da política educacional na direção de buscar a universalização do ensino básico.
    O Brasil perde hoje um modelo admirável de mulher que soube aliar a intensa vida intelectual às funções protocolares exigidas da mulher do presidente. O papel que a deixava desconfortável, o de "primeira-dama", acabou sendo exercido com maestria. Ela o reinventou, tirando dele toda a marca do passado. Depois que acabou o governo Fernando Henrique, ela continuou sendo a mobilizadora de recursos
    e apoios para as grandes causas de combate à pobreza e de avanços sociais no Brasil”.
    Para o professor e cientista político Anthony Hall, da London School of Economics (LSE, Escola de Economia de Londres), a contribuição da ex-primeira dama e antropóloga Ruth Cardoso, ajudou a mudar os rumos da política social no Brasil.
    "Ela foi uma peça fundamental na idéia de unir os vários programas sociais e de transferência de renda dos anos 90 em um único programa. Essas iniciativas teriam culminado com a criação do Bolsa Escola, em Brasília e, mais tarde, na adoção do Bolsa Família como um programa nacional do governo brasileiro. Muitas pessoas acreditam que ela foi de fato a primeira pessoa que pensou na idéia do Bolsa Família, apesar de o programa não ter esse nome na época. Mas essa idéia de unificar os programas, criar uma economia mais equilibrada e eficiente, foi exatamente o que Lula fez quando assumiu o governo em 2003", disse Hall em entrevista à BBC Brasil.

    Continue lendo >>

    29 de janeiro de 2008

    2008 - Ano do Planeta Terra

    O desenvolvimento sustentável do planeta Terra vem sendo discutido há décadas pela comunidade científica mundial. No entanto, o impacto das atividades humanas sobre o nosso planeta continua em ritmo acelerado, em função dos altos padrões de consumo e as altas taxas de crescimento populacional.
    A ONU (Organizações das Nações Unidas) declarou 2008, o Ano Internacional do Planeta Terra. O lançamento internacional do AIPT acontecerá na sede da Unesco, em Paris, nos dias 12 e 13 de fevereiro, com a presença de chefes de Estado, cientistas de renome e 350 estudantes de todo o mundo, que tiveram seus trabalhos - sobre o tema - escolhidos através de concursos públicos em seus países. Na celebração oficial serão desenvolvidos debates sobre Recursos, Riscos Naturais, Cidade e o Planeta Terra.
    Os objetivos gerais da atividade são: (1) Demonstrar o grande potencial das Ciências da Terra na construção de uma sociedade mais segura, saudável, solidária e sustentada e (2) Encorajar a sociedade a aplicar este potencial mais eficientemente, em seu próprio benefício.

    O logo traduz os quatro grandes ambientes do Planeta Terra. O círculo central vermelho representa o núcleo da Terra, o semicírculo verde a biosfera, o semicírculo azul marinho a hidrosfera. A atmosfera é representada pelo semicírculo externo na cor azul claro.
    A celebração do “ano do planeta” é mais uma tentativa de conscientização , para que povos e governos se empenhem em delinear novos caminhos e necessárias transformações sociais, em prol da proteção do meio ambiente global.

    Continue lendo >>

    27 de janeiro de 2008

    Boicote ao IPTU

    O IPTU (Imposto sobre a Propriedade Territorial e Urbana) figura como a principal receita dos munícipios brasileiros. O montante arrecadado pela cobrança desse imposto não tem um destino específico, mas deve ser aplicado de acordo com o previsto no Orçamento Municipal, na forma de benefícios e serviços públicos. Segundo o IBPT ( Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), a maior incidência da carga tributária brasileira é sobre a renda , e em seguida , sobre o patrimônio . Ocorre que o cidadão não tem como fiscalizar e/ou exigir a melhor aplicação dessa arrecadação , ficando a mercê dos gestores do dinheiro público. A iniciativa da população carioca , de boicotar o pagamento do IPTU , representa um alerta de que o cidadão não está satisfeito com a aplicação desse recurso. O boicote é contra o administrador público, que está deixando de cumprir a função para a qual foi eleito.É um movimento justo e legítimo, que deveria ser estendido a todas os municípios brasileiros , bem como a todas as esferas da administração pública deste país. A população brasileira tem de sair dessa inércia em que se encontra ,ser mais participativa e exigir também a redução da carga tributária, a mais escorchante do planeta Terra. Mas , como em todo movimento popular, políticos estão usando essa iniciativa com objetivos eleitoreiros. Lamentável!

    Continue lendo >>

    Contador

    Este blog possui atualmente:
    Comentários em Artigos!
    Widget UsuárioCompulsivo

    Selos

    Os mais comentados

    Widget UsuárioCompulsivo

    Top Comentaristas

    Widget UsuárioCompulsivo

      ©PAPOeCIA - Todos os direitos reservados.

    Template by Dicas Blogger | Topo